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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus

Louvados sejam Nosso Senhor Jesus Cristo e Sua Mãe, a Virgem Maria Santíssima!
Para sempre sejam louvados.


Neste dia dedicado à Virgem Maria, sob o título e dogma de Mãe de Deus, meditemos um pouco sobre a
exclamação de Santa Isabel ao receber a visita de Maria:
"Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá.Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!"(Evangelho segundo São Lucas, Capítulo 1, dos versículos 39 ao 45)


Por este pequeno e rico texto da Sagrada Escritura, depreendemos que é válido chamar de Mãe de Deus a Virgem de Nazaré, e ainda, nos deparamos com o mais antigo registro deste ato. Pouco após a Anunciação do Anjo, da Encarnação do Verbo de Deus no ventre de Maria (cf. Lc 1, 31-35), ela se dirige à casa de sua prima, Isabel, a fim de servi-la, ajuda-la durante sua gestação. Desde este episódio já vai se tornando evidente o caráter distinto da Virgem, que não se acomoda nem se sente superior por ter recebido uma revelação do Céu, nem por carregar no ventre o Filho do Altíssimo. Põe-se a serviço, não se intimida pela distância nem se limita por sua condição de grávida. A Palavra de Deus enfatiza que Maria foi às pressas, - indicando sua disposição em servir -  às montanhas, - Maria não se importou com a distância, com as limitações, com as dificuldades que se apresentavam no caminho. Ela foi.

Santa Isabel apenas ouve a voz de sua prima, e profere uma das mais conhecidas frases da Bíblia, repetida até hoje nas nossas Ave-Marias: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.
Podemos, entretanto, olhar com mais cuidado a cena, e encontraremos muito mais do que se mostra aos nossos olhos à primeira vista:
-João Batista, no ventre de Isabel, sente a presença de Maria e de Jesus, e se manifesta como pode, isto é, "estremecendo", mexendo. Poderia ser apenas uma coincidência? Bem, o evangelista narra anteriormente que João, segundo o anúncio do Anjo a Zacarias, seria cheio do Espírito Santo. Mas observe atentamente o que o Anjo diz: "e desde o ventre de sua mãe será cheio do Espírito Santo;" (Lc 1, 15)
Coincidência? Não. João reconhece a presença de Maria e do Menino Jesus por força e ação do Espírito Santo. Sua percepção é desperta pela voz de Nossa Senhora.
-Isabel fica cheia do Espírito Santo, após ouvir a saudação de Maria. Ora, se Maria fosse apenas um receptáculo de Cristo, apenas uma barriga para carrega-lo, uma qualquer, como muitos dizem, não haveria razão alguma para o Espírito agir por meio dela, e despertar em Isabel e em João Batista o conhecimento da Boa Nova - a Encarnação do Verbo de Deus. Um anjo poderia, assim como havia comunicado a Zacarias da gravidez de sua esposa, anunciar a Isabel que sua prima estava gerando em seu ventre o Messias. No entanto, quis usar da própria Maria para comunicar - sem revelar por suas próprias palavras - esta boa notícia. Maria apenas saúda, e o Espírito enche Isabel e João, e os dá a conhecer a Encarnação do Verbo.


-Isabel chama Maria de "a mãe do meu Senhor". Esta saudação revela o conhecimento - dado pelo Espírito Santo - por parte de Isabel, da divindade da criança que estava no ventre de Maria. Isabel chama o fruto do ventre de sua prima de "meu Senhor" - ou seja, Isabel não separou aí a humanidade da divindade de Cristo. Reconhece que o ser humano que sua prima gesta é o seu Senhor, seu Deus. Não pode ela estar enganada, pois quem a deu a conhecer tais coisas, repito, foi o Espírito Santo.
-A visita da "mãe do meu Senhor" é uma honra para Isabel. Esta pequena constatação nos mostra que toda honra, toda virtude que Maria possui é por causa dos méritos de Cristo, e é isto que a Igreja prega até hoje. Tudo o que Maria é, é por causa de Cristo. Ela é a Mãe do Senhor. A Mãe de Deus. Vemos assim que não pode ser uma qualquer quem é mãe de Deus.
Isabel era já de idade, esposa de um sacerdote, e ainda descendente de Aarão (cf. Lc 1, 5). Tinha com toda certeza muito mais importância social do que Maria, uma jovenzinha pobre, noiva de um carpinteiro. Qual honra a visita desta pobrezinha podia ter? Mais uma vez, reforço, o Espírito Santo mostra e impele Isabel a dizer: a honra está em ser esta moça, a Mãe de Deus.
Além disso, ela termina proclamando Maria como "Bem-Aventurada", como "Bendita", e reconhece a beatitude de Seu Filho. Chama ainda Maria de fiel, por ter acreditado nas promessas do Senhor. Isabel foi a primeira a fazer o que repetimos até hoje: veneramos e honramos Maria pelo que Ela é. E tudo o que Ela é, sabemos que é por causa de Jesus. Isabel se torna para nós a primeira devota da Virgem Maria.

"Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo."
(Evangelho segundo São Lucas, capítulo 1, versículos 48 e 49)
O mesmo Espírito que veio sobre a Virgem para que ela concebesse Jesus, o mesmo Espírito que enche João Batista desde o ventre materno, e que se apodera de Isabel e a faz reconhecer o Filho de Deus sendo gerado em Maria, faz a pobre moça de Nazaré profetizar que todas as gerações a honrarão como bendita, e a proclamar que Deus realizou nela maravilhas. Este mesmo espírito levou a Igreja a reconhece-la como Mãe de Deus  (após  dois Concílios: em 325 o Concílio de Nicéia, e em 381 o de Constantinopla), como forma de cumprimento da profecia da própria Virgem Maria.

Deus nos conceda, pela poderosa intercessão de Maria, um ano abençoado, um ano de graça e de fé.
Louvor a Deus!
Para sempre, amém.

Matheus Silva de Paula.


domingo, 1 de janeiro de 2012

1º de Janeiro - Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus


"Vós, que sois mais venerável que os querubins
e incomparavelmente mais gloriosa que os serafins,
que sem conhecer a corrupção destes à luz o Verbo de Deus,
nós vos glorificamos como verdadeira Mãe de Deus."
Orthros - Cântico do Ofício Bizantino



Louvor à Trindade Santa!


Hoje, no iniciar de um novo ano, a Santa Igreja, em festa, celebra a bendita memória da Virgem Maria, celebrada como a Mãe de Deus. Aquela que, escolhida nos planos do Divino Criador, assumiu a maternidade para trazer ao mundo o Filho do Altíssimo, é louvada pelos seguidores do mesmo Filho como Sua Augusta Mãe, exatos oito dias da celebração do Nascimento do Verbo.


Jesus, sendo com o Pai e o Espírito Santo um mesmo Deus, em três distintas e inseparáveis pessoas, quis encarnar-se para cumprir com perfeição o projeto da salvação humana, tornando-se um de nós, tomando parte em uma família terrena, ganhando como pais a Bem-Aventurada Virgem Maria e o Fidelíssimo José.


Nascendo da Virgem, mulher, humana, Cristo torna-se também homem, torna-se filho, tem uma mãe. Maria, ao participar do projeto divino, dá à luz Jesus e, sendo mãe do Filho de Deus, igualmente divino, com o Pai e o Espírito, torna-se, portanto, Mãe de Deus, não por nascimento, mas pela maternidade.


O próprio Cristo, vendo chegada sua última hora, no alto da cruz, diz ao discípulo que amava: "Eis aí tua Mãe", e o discípulo, desde aquele momento, a recebeu em casa, como mãe (Jo 19, 27). Nessa entrega, o Divino Filho dá à humanidade uma Mãe, a Sua mãe. E uma mãe que ama os filhos, não deixa de cuidá-los e de zelar por eles. Desta forma, a Santíssima Virgem permanece de pé junto ao Cordeiro Imaculado, como aos pés da cruz, rogando para seus outros filhos que caminham sobre a terra, a misericórdia e o perdão.


Longe de ofuscar o brilho do Astro Rei ou ocupar seu lugar nos desígnios divinos, Nossa Senhora tornou-se colaboradora na missão redentora do Filho, e ocupou lugar de destaque na história da salvação humana, pois, foi no seio virginal da Flor de Nazaré, que o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade (Jo 1, 14).



"Salve, ó Santa Mãe de Deus, vós que destes à luz o rei
que governa o céu e a terra pelos séculos eternos."
(Antífona do dia)

A Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus:

http://www.arautos.org/especial/22223/Solenidade-de-Santa-Maria--Mae-de-Deus.html

Foi a primeira festa mariana que apareceu na Igreja ocidental. Substituiu o costume pagão das dádivas e começou a ser celebrada em Roma, no século IV. Desde 1931 era no dia 11 de outubro, mas com a última revisão do calendário religioso passou à data atual, a mesma onde antes se comemorava a circuncisão de Jesus, oito dias após ter nascido. No terceiro Concílio Ecumênico, em 431, foi declarado o título de Mãe de Deus à Virgem Maria.

Num certo sentido, todo o ano litúrgico segue as pegadas desta maternidade,começando pela solenidade da Anunciação, nove meses antes da Natividade. Maria concebeu por obra do Espírito Santo. Como todas as mães, trouxe no próprio seio aquele que só ela sabia que se tratava do Filho unigênito de Deus, que nasceu na noite de Belém.

Ela assumiu para si a missão confiada por Deus. Sabendo, por conhecer as profecias, que teria também seu próprio calvário, enquanto mãe daquele que seria sacrificado em nome da salvação da Humanidade. Deus se fez carne por meio de Maria. Ela é o ponto de união entre o Céu e a Terra. Contribuiu para a obtenção da plenitude dos tempos. Sem Maria, o Evangelho seria apenas ideologia, somente "racionalismo espiritualista", como registram alguns autores.

O próprio Jesus através do apóstolo São Lucas (6,43) nos esclarece: "Uma árvore boa não dá frutos maus, uma árvore má não dá bom fruto". Portanto, pelo fruto se conhece a árvore. Santa Isabel, quando recebeu a visita de Maria já coberta pelo Espírito Santo, exclamou: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre." (Lc1,42). O Fruto do ventre de Maria é o Filho de Deus Altíssimo, Jesus Cristo, nosso Deus e Senhor. Quem aceita Jesus, fruto de Maria, aceita a árvore que é Maria. Maria é de Jesus e Jesus é de Maria. Ou se aceita Jesus e Maria ou se rejeita a ambos.

Por tomar esta verdade como dogma é que a Igreja reverencia, no primeiro dia do ano, a Mãe de Jesus. Que a contemplação deste mistério exerça em nós a confiança inabalável na Misericórdia de Deus, para nos levar ao caminho reto, com a certeza de seu auxílio, para abandonarmos os apegos e vaidades do mundo, e assimilarmos a vida de Jesus Cristo, que nos conduz à Vida Eterna. Assim, com esses objetivos entreguemos o novo ano à proteção de Maria Santíssima que, quando se tornou Mãe de Deus, fez-se também nossa Mãe, incumbiu-se de formar em nós a imagem de seu Divino Filho, desde que não oponhamos de nossa parte obstáculos à sua ação maternal.

A comemoração de Maria, neste dia, soma-se ao Dia Universal da Paz. Ninguém mais poderia encarnar os ideais de paz, amor e solidariedade do que ela, que foi o terreno onde Deus fecundou seu amor pelos filhos e de cujo ventre nasceu aquele que personificou a união ente os homens e o amor ao próximo, Nosso Senhor Jesus Cristo. Celebrar Maria é celebrar O nosso Salvador. Dia da Paz, dia de nossa Mãe, Maria Santíssima. Nos tempos sofridos em que vivemos, um dia de reflexão e esperança!

Oremos:
Ó Deus, que pela virgindade fecunda de Maria destes à humanidade a salvação eterna, dai-nos contar sempre com a sua intercessão, pois ela nos trouxe o autor da vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

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Que a Virgem Maria, Mãe de Deus, nos abençoe e conduza durante todo este novo ano!
Tenham todos um Feliz 2012!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

08 de Dezembro - Imaculada Conceição

“Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.” (Lucas 1, 28)

imaculada

Em 08 de Dezembro de 1854, o Papa Pio IX em sua Constituição Apostólica Ineffabilis Deus estabeleceu como dogma a Imaculada Conceição (concepção) de Maria, isto é, esclareceu a verdade de fé (portanto de crença obrigatória) de que Nossa Senhora, no momento da sua concepção, foi livrada do pecado original, não por méritos próprios, mas pelos méritos da Paixão, Morte e Ressureição de Cristo antecipados, visto que o ventre que receberia Deus Filho teria que ser livre de toda mácula (pecado).

Pap Pio IX“Em honra da santa e indivisa Trindade, para decoro e ornamento da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica, e para incremento da religião cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e com a nossa, declaramos, pronunciamos e definimos a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus e, portanto, deve ser sólida e constantemente crida por todos os fiéis.”     (Bula Ineffabilis Deus, Papa Pio IX)

Na bula, o Papa se apóia inicialmente na citação de Gênesis: “Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela.” (Gênesis 3, 15a) entendendo que seria necessário uma mulher apta a carregar e trazer ao mundo o Filho de Deus, para assim haver a reconciliação entre o homem e Deus. Eva foi a mulher que trouxe o pecado ao homem, Maria trouxe Jesus, a reconciliação e a salvação.

Deus a fez livre de todo o pecado, original, mortal ou venial “És toda bela, ó minha amiga, e não há mancha em ti.” (Cântico dos Cânticos 4, 7) pois esta constituia uma etapa na história da salvação: Deus se faria carne, nascendo como homem, se igualando em tudo, menos no pecado. Para tanto, sua concepção, gestação e nascimento deveriam ser em condições de santidade, de pureza, dada a Sua natureza divina – “Quem fará sair o puro do impuro? Ninguém.” (Jó 4, 14).

Lemos na Carta aos Hebreus:

"Cristo, porém, apareceu como um pontífice dos bens futuros. Entrou no tabernáculo mais excelente e perfeito, não construído por mãos humanas, nem mesmo deste mundo" (Hebreus 9, 12).

Deus, capaz do impossível (cf. Lucas 18, 27), faz o que deseja para que Seus planos se cumpram, mesmo que isso nos pareça infringir suas próprias leis. De fato, sendo Ele dono de toda e qualquer Lei, tem todo o poder e o direito sobre elas. Foi assim com o sol e a lua, os quais fêz parar (cf. Josué 10, 12-13), com as águas que interromperam seu curso natural (cf. Êxodo 14, 21 e 22), com Lázaro, a quem Jesus ressuscitou (cf. João 11, 43 e 41). Assim também, por se tratar de um propósito divino, Maria foi concebida sem pecado, pelos méritos antecipados de Cristo, para que Este pudesse vir ao mundo de um ventre puro. Maria não é uma escolhida. Ela é a escolhida, a mãe de Deus. Como pode ser uma qualquer a mulher preparada e escolhida por Deus para a tarefa mais importante e sublime que uma mulher pode ter? Como poderia estar sujo ou se sujar posteriormente o ventre, a arca, o sacrário que carregou o próprio Deus?

Alguns aspectos do diálogo entre o Anjo e Maria nos indicam o estado de pureza de Nossa Senhora, para que se pudesse realizar a Encarnação:

Anunciação

“Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.

Ave, uma saudação de excelência dita por um anjo, definitivamente, exprimindo a importância daquela jovem.
Cheia de Graça, plena de graça, completa da graça do Senhor. Sem espaço para o pecado. Mostra que Deus a cumulou por inteira da graça, antes mesmo de ela receber em seu ventre Jesus.
O Senhor é contigo, pois Maria era repleta da graça, portanto, está ausente o pecado. E onde não há pecado, há plenitude de Deus. O Senhor está com ela.


Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação.
O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.

Encontraste graça diante de Deus, pois Maria foi concebida sem pecado, e assim permaneceu durante sua vida, fiel e temente a Deus, e às graças com as quais Ele a cumulou – as graças que Eva havia perdido quando introduziu aos homens o pecado.


Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.
Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó,
e o seu reino não terá fim.

Conceberás e darás à luz um filho, Jesus,
Filho do Altíssimo, cujo reino náo terá fim,
revelando a maternidade divina. Maria, ao aceitar esta missão, estava ciente de que seu filho era Deus.

 
Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem?
Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.

Não conheço homem, Maria era noiva de José, e mesmo assim não cogitou “conhecer” homem algum. Isto indica que Maria desejava permanecer virgem, e assim o fêz, pois nem a Bíblia ou a Tradição contam que Maria teve filhos após Jesus (são citados nas Escrituras parentes de Jesus, chamados “irmãos”, cujos pais são citados, não havendo como serem filhos de Maria).
O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do
Altíssimo te envolverá com sua sombra,
o Anjo mostra a Maria que a concepção se dará pela união de Deus com sua serva. O Espírito de Deus desce, vai ao encontro de Maria, pois fora preparada pela mesma força que a envolve. A propósito, a sombra de Deus envolvendo Maria só reforça a dignidade que o Senhor conferiu a ela. A sombra indica a união e a proteção, indica assistência.
Para Deus nada é impossível. Até mesmo a gravidez de Isabel, em idade avançada e tida como estéril, vem mostrar que Deus estava trazendo seu filho ao mundo em condições sobrenaturais.


Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril,
porque a Deus nenhuma coisa é impossível.
Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.”
  (Lucas 1, 28-38)

bernadete

Cerca de três anos após a proclamação deste dogma, Maria aparece a Bernadete Soubirous, uma pobre, analfabeta e adoentada pastora e criada doméstica, em Lourdes, na França. A Virgem se apresentou como a Imaculada Conceição, fato que aumentou a credibilidade nas aparições, visto que não havia meios de aquela pobre menina ter qualquer conhecimento acerca do dogma tão recentemente aprovado. Não sabia sequer o que isto significava.

 

 

 

Música “Ave, Ó Imaculada” Intérpretes: Arautos do Evangelho

Oh Maria concebida sem pecado,
Rogai por nós que recorremos a Vós!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Festa de Nossa Senhora Aparecida

P1100748Ontem, dia 12/10, comemoramos a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora da Conceição Aparecida. A tradicional procissão saiu da Matriz às 18:30, com destino à Gruta da Santa, na Caixa d’Água, onde foi celebrada a Missa. A multidão subiu em procissão, com cânticos e vela nas mãos, para homenagear aquela que nos diz “Fazei o que Ele vos disser” (Cf. Jo 2,5). Durante a homilia, Pe. Flávio destacou o papel de Maria na Igreja, como “aquela que aponta Jesus” para ser adorado, e não para ela mesma. Enfatizou a centralidade da adoração apenas da Santíssima Trindade na Igreja Católica, e seu ensinamento milenar. Veneramos Maria por seu exemplo de serva, de mãe, e pedimos sua intercessão, pois cremos que ela está no Céu rezando por nós, como rezamos no Credo: “Creio na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos [..]”.

Confira algumas fotos da Festa de Nossa Senhora Aparecida:

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

12 de Outubro - Dia de Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Nossa Senhora da Conceição Aparecida:
Rainha, Imperatriz e Padroeira do Brasil!

Hoje, enquanto o comércio e a mídia têm o Dia das Crianças como importante data para estimular o consumo, os católicos de todo o Brasil voltam seus olhos para a imagem enegrecida da Virgem Mãe de Deus, Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Rainha, Imperatriz, Padroeira do Brasil!


História

A sua história tem o seu início em meados de 1717, quando chegou a Guaratinguetá a notícia de que o conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, governador da então Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, iria passar pela povoação a caminho de Vila Rica (atual cidade de Ouro Preto), em Minas Gerais.


Imagem de Nossa Senhora sem o manto e a coroa.


Desejosos de obsequiá-lo com o melhor pescado que obtivessem, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves lançaram as suas redes no rio Paraíba do Sul. Depois de muitas tentativas infrutíferas, descendo o curso do rio chegaram ao Porto Itaguaçu, a 12 de outubro. Já sem esperança, João Alves lançou a sua rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Em nova tentativa apanhou a cabeça da imagem. Envolveram o achado em um lenço. Daí em diante, os peixes chegaram em grande quantidade para os três humildes pescadores.

Durante quinze anos a imagem permaneceu na residência de Filipe Pedroso, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para orar. A devoção foi crescendo entre o povo da região e muitas graças foram alcançadas por aqueles que oravam diante da imagem. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil. Diversas vezes as pessoas que à noite faziam diante dela as suas orações, viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana. Logo, já não eram somente os pescadores os que vinham rezar diante da imagem, mas também muitas outras pessoas das vizinhanças. A família construiu um oratório no Porto de Itaguaçu, que logo se mostrou pequeno.

Por volta de 1734, o vigário de Guaratinguetá construiu uma capela no alto do morro dos Coqueiros, com a ajuda do filho de Filipe Pedroso, que não queria construir a capela no alto do morro dos coqueiros, pois achava mais fácil para o povo entrar na capela logo abaixo, ao lado do povoado, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745.

Em 1834 foi iniciada a construção de uma igreja maior (a atual Basílica Velha) para acomodar e receber os fiéis que aumentavam significadamente, sendo solenemente inaugurada e benzida em 8 de dezembro de 1888.


Princesa Isabel de Bragança, foto de 1865.
A princesa foi grande devota de Nossa Senhora.


Em 6 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basílica e ofertou à santa, em pagamento de uma promessa (feita em sua primeira visita, em 08 de dezembro de 1868), uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com um manto azul, ricamente adornado.


Coroa ofertada pela Princesa Isabel.

Em 28 de outubro de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da imagem para rezar com a Senhora "Aparecida" das águas.

A 8 de setembro de 1904, a imagem foi coroada com a riquíssima coroa doada pela Princesa Isabel e portando o manto anil, bordado em ouro e pedrarias, símbolos de sua realeza e patrono. A celebração solene foi dirigida por D. José Camargo Barros, com a presença do Núncio Apostólico, muitos bispos, o Presidente da República Rodrigues Alves e numeroso povo. Depois da coroação o Santo Padre concedeu ao santuário de Aparecida mais outros favores: Ofício e missa própria de Nossa Senhora Aparecida, e indulgências para os romeiros que vêm em peregrinação ao Santuário.

No dia 29 de Abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor, sagrada a 5 de setembro de 1909 e recebendo os ossos de são Vicente Mártir, trazidos de Roma com permissão do Papa.

Em 17 de dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se Município, vindo a se chamar Aparecida, em homenagem a Nossa Senhora, que fora responsável pela criação da cidade.

A imagem, coroada e adornada, exposta na Basílica Nova.

A rainha e padroeira do Brasil
Nossa Senhora da Conceição Aparecida, foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira Oficial em 16 de julho de 1930, por decreto do papa Pio XI, sendo coroada.

Pela Lei nº 6.802 de 30 de junho de 1.980, foi decretado oficialmente feriado no dia 12 de outubro, dedicando este dia a devoção. Também nesta Lei, a República Federativa do Brasil reconhece oficialmente Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.

A Basílica Nova - Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.

A Basílica Nova
Em meados da década de 1940, os missionários da Congregação do Santíssimo Redentor, conhecidos por redentoristas, perceberam a necessidade de se erigir um novo templo para veneração e devoção do povo para com Nossa Senhora da Conceição Aparecida: era preciso um espaço mais amplo, que comportasse mais pessoas. Dessa necessidade, surgiu a idéia de se construir não uma qualquer igreja maior, mas uma basílica.

Benedito Calixto foi o arquiteto contratado para a elaboração do projeto, que foi pedido em forma de cruz grega. Em 1945, o então cardeal de São Paulo, Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta levou ao Vaticano o projeto da, então, futura basílica, que foi julgado como brilhante pela comissão examinadora.

Obras, arquitetura e geometria
A "Basílica Nova" está construída sobre o Morro das Pitas, teve sua terraplanagem iniciada em 1952 e terminada em 1954. Começou a ser construída em 11 de novembro de 1955, pela Nave Norte, e seguiu para a construção da "Torre Brasília", que teve suas ferragens doadas pelo então presidente, Juscelino Kubitschek. Terminada a torre, as obras seguiram para a cúpula central, depois, já em meados de 1972, para a Capela das Velas e para a Nave Sul, passando depois para as Naves Oeste e Leste, e as alas intermediárias, finalmente.

O maior santuário mariano do mundo
Em 4 de julho de 1980 o papa João Paulo II, em sua histórica visita ao Brasil, inaugurou e consagrou a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, o maior santuário mariano do mundo, em solene missa celebrada, revigorando a devoção à Santa Maria, Mãe de Deus e sagrando solenemente aquele grandioso monumento construído com o carinho e devoção do povo brasileiro.

Visitações
O Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida é visitado anualmente por aproximadamente oito milhões de romeiros de todas as partes do Brasil.


Fontes (com adaptações):




Oremos:

Ó incomparável Senhora da Conceição Aparecida,
Mãe de Deus, Rainha dos Anjos,
Advogada dos pecadores,
refúgio e consolação dos aflitos e atribulados,
Virgem Santíssima,
cheia de poder e de bondade,
lançai sobre nós um olhar favorável,
para que sejamos socorridos por vós,
em todas as necessidades em que nos acharmos.
Lembrai-vos, ó clementíssima Mãe Aparecida,
que nunca se ouviu dizer
que algum daqueles que têm a vós recorrido,
invocado vosso santíssimo nome
e implorado a vossa singular protecção,
fosse por vós abandonado.
Animados com esta confiança,
a vós recorremos.
Tomamo-vos para sempre por nossa Mãe,
nossa protectora, consolação e guia,
esperança e luz na hora da morte.
Livrai-nos de tudo o que possa ofender-vos
e ao vosso Santíssimo Filho, Jesus.
Preservai-nos de todos os perigos
da alma e do corpo;
dirigi-nos em todos os assuntos espirituais e temporais.
Livrai-nos da tentação do demónio,
para que, trilhando o caminho da virtude,
possamos um dia ver-vos e amar-vos
na eterna glória, por todos os séculos dos séculos. Amém!

ATENÇÃO AOS PAROQUIANOS!

Hoje temos procissão em honra a Nossa Senhora da Conceição Aparecida! Sairemos da Matriz São José às 18h30! Convide seus familiares e amigos e traga velas, para juntos iluminarmos as ruas de Conselheiro Pena, cantando e louvando a Jesus pela Mãe Aparecida!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

15 de Setembro - Dia de Nossa Senhora das Dores


Pela Virgem Dolorosa, Vossa Mãe, tão piedosa, perdoai-me, Meu Jesus...

Veneramos hoje a memória das Dores da Santíssima Virgem Maria, evocada sob os piedosos títulos de Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora da Piedade, Nossa Senhora da SoledadeNossa Senhora das AngústiasNossa Senhora das LágrimasNossa Senhora das Sete DoresNossa Senhora do Calvário ou ainda Nossa Senhora do Pranto

Na língua latina, nosso idioma materno, a Virgem das Dores é invocada como Beata Maria Virgo Perdolens, ou Mater Dolorosa, em sua forma corrente.


O culto à Mater Dolorosa iniciou-se em 1221, no Mosteiro de Schönau, na Germânia. Em 1239, a sua veneração no dia 15 de Setembro teve início em Florença, na Itália, pela Ordem dos Servos de Maria (Ordem Servita). 


Este piedoso título da Virgem Maria deve-se à memória de sete momentos de grande angústia sofridos pela Santa Mãe de Deus, preservados pela tradição da Igreja como as Sete Dores da Virgem Maria:

1- A profecia de Simeão, durante a apresentação do Menino Jesus (Lucas 2, 34-34);
2- A fuga para o Egito (Mateus 2, 13-21);
3- O desaparecimento do Menino Jesus em Jerusalém (Lucas 2, 41-51);
4- O encontro de Maria e Jesus no caminho para o Calvário (Lucas 23, 27-31);
5- A paixão e a morte de Jesus (João 19, 25-27);
6- Maria recebendo nos braços o Filho morto (Mateus 27, 55-61);
7- O sepultamento de Jesus (Lucas 23, 55-56).

Meditemos, com São Bernardo, um uma homilia do século XII, sobre as profundas Dores da Santíssima Virgem que, em tudo, soube obedecer a Deus, suportando heroicamente o martírio de seu Divino Filho, penetrando, com Ele, nos Sagrados Mistérios da Paixão.



O martírio da Virgem é mencionado tanto na profecia de Simeão quanto no relato da paixão do Senhor. Este foi posto - diz o santo ancião sobre o menino - como um sinal de contradição, e a Maria:e uma espada traspassará tua alma (cf. Lc 2, 34-35).


Verdadeiramente, ó santa Mãe, uma espada traspassou tua alma. Aliás, somente traspassando-a, penetraria na carne do Filho. De fato, visto que o teu Jesus - de todos certamente, mas especialmente teu - a lança cruel, abrindo-lhe o lado sem poupar um morto, não atingiu a alma dele, mas ela traspassou a tua alma. A alma dele já não estava ali; a tua, porém, não podia ser arrancada dali. Por isto a violência da dor penetrou em tua alma e nós te proclamamos, com justiça mais do que mártir, porque a compaixão ultrapassou a dor da paixão corporal.

E pior que a espada, traspassando a alma, não foi aquela palavra que atingiu até a divisão entre a alma e o espírito: Mulher, eis aí teu filho? (Jo 19,26). Oh! Que troca incrível! João, Mãe, te é entregue em vez de Jesus, o servo em lugar do Senhor, o discípulo pelo Mestre, o filho de Zebedeu pelo Filho de Deus, o puro homem, em vez do Deus verdadeiro. Como ouvir isso deixaria de traspassar tua alma tão afetuosa, se até a sua lembrança nos corta os corações, tão de pedra, tão de ferro?

Não vos admireis, irmãos, que se diga ter Maria sido mártir na alma. Poderia espantar-se quem não se recordasse do que Paulo afirmou entre os maiores crimes dos gentios estava o de serem sem afeição. Muito longe do coração de Maria tudo isto; esteja também longe de seus servos.

Talvez haja quem pergunte: "Mas não sabia ela de antemão que ele iria morrer?" Sem dúvida alguma. "E não esperava que logo ressuscitaria?" Com toda a confiança. "E mesmo assim sofreu com o Crucificado?" Com toda a veemência. Aliás, tu quem és ou donde tua sabedoria, para te admirares mais de Maria que compadecia, do que do Filho de Maria a padecer? Ele pôde morrer no corpo; não podia ela morrer juntamente no coração? É obra da caridade: ninguém a teve maior! Obra de caridade também isto: depois dela nunca houve igual.


Oremos:

Ó Mãe das Dores. Rainha dos mártires, que tanto chorastes vosso Filho, morto para me salvar, alcançai-me uma verdadeira contrição dos meus pecados e uma sincera mudança de vida.
Mãe pela dor que experimentastes quando vosso divino Filho, no meio de tantos tormentos, inclinando a cabeça expirou à vossa vista sobre a cruz, eu vos suplico que me alcanceis uma boa morte. Por piedade, ó advogada dos pecadores, não deixeis de amparar a minha alma na aflição e no combate da terrível passagem desta vida a eternidade.
E, como é possível que, neste momento, a palavra e a voz me faltem para pronunciar o vosso nome e o de Jesus, rogo-vos, desde já, a vós e a vosso divino Filho, que me socorrais nessa hora extrema e assim direi: Jesus e Maria, entrego-Vos a minha alma.
Amém.