Louvor à Trindade Santa!
Hoje, no iniciar de um novo ano, a Santa Igreja, em festa, celebra a bendita memória da Virgem Maria, celebrada como a Mãe de Deus. Aquela que, escolhida nos planos do Divino Criador, assumiu a maternidade para trazer ao mundo o Filho do Altíssimo, é louvada pelos seguidores do mesmo Filho como Sua Augusta Mãe, exatos oito dias da celebração do Nascimento do Verbo.
Jesus, sendo com o Pai e o Espírito Santo um mesmo Deus, em três distintas e inseparáveis pessoas, quis encarnar-se para cumprir com perfeição o projeto da salvação humana, tornando-se um de nós, tomando parte em uma família terrena, ganhando como pais a Bem-Aventurada Virgem Maria e o Fidelíssimo José.
Nascendo da Virgem, mulher, humana, Cristo torna-se também homem, torna-se filho, tem uma mãe. Maria, ao participar do projeto divino, dá à luz Jesus e, sendo mãe do Filho de Deus, igualmente divino, com o Pai e o Espírito, torna-se, portanto, Mãe de Deus, não por nascimento, mas pela maternidade.
O próprio Cristo, vendo chegada sua última hora, no alto da cruz, diz ao discípulo que amava: "Eis aí tua Mãe", e o discípulo, desde aquele momento, a recebeu em casa, como mãe (Jo 19, 27). Nessa entrega, o Divino Filho dá à humanidade uma Mãe, a Sua mãe. E uma mãe que ama os filhos, não deixa de cuidá-los e de zelar por eles. Desta forma, a Santíssima Virgem permanece de pé junto ao Cordeiro Imaculado, como aos pés da cruz, rogando para seus outros filhos que caminham sobre a terra, a misericórdia e o perdão.
Longe de ofuscar o brilho do Astro Rei ou ocupar seu lugar nos desígnios divinos, Nossa Senhora tornou-se colaboradora na missão redentora do Filho, e ocupou lugar de destaque na história da salvação humana, pois, foi no seio virginal da Flor de Nazaré, que o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade (Jo 1, 14).
| "Salve, ó Santa Mãe de Deus, vós que destes à luz o rei que governa o céu e a terra pelos séculos eternos." (Antífona do dia) |
A Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus:
http://www.arautos.org/especial/22223/Solenidade-de-Santa-Maria--Mae-de-Deus.html
Foi a primeira festa mariana que apareceu na Igreja ocidental. Substituiu o costume pagão das dádivas e começou a ser celebrada em Roma, no século IV. Desde 1931 era no dia 11 de outubro, mas com a última revisão do calendário religioso passou à data atual, a mesma onde antes se comemorava a circuncisão de Jesus, oito dias após ter nascido. No terceiro Concílio Ecumênico, em 431, foi declarado o título de Mãe de Deus à Virgem Maria.
Num certo sentido, todo o ano litúrgico segue as pegadas desta maternidade,começando pela solenidade da Anunciação, nove meses antes da Natividade. Maria concebeu por obra do Espírito Santo. Como todas as mães, trouxe no próprio seio aquele que só ela sabia que se tratava do Filho unigênito de Deus, que nasceu na noite de Belém.
Ela assumiu para si a missão confiada por Deus. Sabendo, por conhecer as profecias, que teria também seu próprio calvário, enquanto mãe daquele que seria sacrificado em nome da salvação da Humanidade. Deus se fez carne por meio de Maria. Ela é o ponto de união entre o Céu e a Terra. Contribuiu para a obtenção da plenitude dos tempos. Sem Maria, o Evangelho seria apenas ideologia, somente "racionalismo espiritualista", como registram alguns autores.
O próprio Jesus através do apóstolo São Lucas (6,43) nos esclarece: "Uma árvore boa não dá frutos maus, uma árvore má não dá bom fruto". Portanto, pelo fruto se conhece a árvore. Santa Isabel, quando recebeu a visita de Maria já coberta pelo Espírito Santo, exclamou: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre." (Lc1,42). O Fruto do ventre de Maria é o Filho de Deus Altíssimo, Jesus Cristo, nosso Deus e Senhor. Quem aceita Jesus, fruto de Maria, aceita a árvore que é Maria. Maria é de Jesus e Jesus é de Maria. Ou se aceita Jesus e Maria ou se rejeita a ambos.
Por tomar esta verdade como dogma é que a Igreja reverencia, no primeiro dia do ano, a Mãe de Jesus. Que a contemplação deste mistério exerça em nós a confiança inabalável na Misericórdia de Deus, para nos levar ao caminho reto, com a certeza de seu auxílio, para abandonarmos os apegos e vaidades do mundo, e assimilarmos a vida de Jesus Cristo, que nos conduz à Vida Eterna. Assim, com esses objetivos entreguemos o novo ano à proteção de Maria Santíssima que, quando se tornou Mãe de Deus, fez-se também nossa Mãe, incumbiu-se de formar em nós a imagem de seu Divino Filho, desde que não oponhamos de nossa parte obstáculos à sua ação maternal.
A comemoração de Maria, neste dia, soma-se ao Dia Universal da Paz. Ninguém mais poderia encarnar os ideais de paz, amor e solidariedade do que ela, que foi o terreno onde Deus fecundou seu amor pelos filhos e de cujo ventre nasceu aquele que personificou a união ente os homens e o amor ao próximo, Nosso Senhor Jesus Cristo. Celebrar Maria é celebrar O nosso Salvador. Dia da Paz, dia de nossa Mãe, Maria Santíssima. Nos tempos sofridos em que vivemos, um dia de reflexão e esperança!
Oremos:
Ó Deus, que pela virgindade fecunda de Maria destes à humanidade a salvação eterna, dai-nos contar sempre com a sua intercessão, pois ela nos trouxe o autor da vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
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Que a Virgem Maria, Mãe de Deus, nos abençoe e conduza durante todo este novo ano!
Tenham todos um Feliz 2012!
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