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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus

Louvados sejam Nosso Senhor Jesus Cristo e Sua Mãe, a Virgem Maria Santíssima!
Para sempre sejam louvados.


Neste dia dedicado à Virgem Maria, sob o título e dogma de Mãe de Deus, meditemos um pouco sobre a
exclamação de Santa Isabel ao receber a visita de Maria:
"Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá.Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!"(Evangelho segundo São Lucas, Capítulo 1, dos versículos 39 ao 45)


Por este pequeno e rico texto da Sagrada Escritura, depreendemos que é válido chamar de Mãe de Deus a Virgem de Nazaré, e ainda, nos deparamos com o mais antigo registro deste ato. Pouco após a Anunciação do Anjo, da Encarnação do Verbo de Deus no ventre de Maria (cf. Lc 1, 31-35), ela se dirige à casa de sua prima, Isabel, a fim de servi-la, ajuda-la durante sua gestação. Desde este episódio já vai se tornando evidente o caráter distinto da Virgem, que não se acomoda nem se sente superior por ter recebido uma revelação do Céu, nem por carregar no ventre o Filho do Altíssimo. Põe-se a serviço, não se intimida pela distância nem se limita por sua condição de grávida. A Palavra de Deus enfatiza que Maria foi às pressas, - indicando sua disposição em servir -  às montanhas, - Maria não se importou com a distância, com as limitações, com as dificuldades que se apresentavam no caminho. Ela foi.

Santa Isabel apenas ouve a voz de sua prima, e profere uma das mais conhecidas frases da Bíblia, repetida até hoje nas nossas Ave-Marias: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.
Podemos, entretanto, olhar com mais cuidado a cena, e encontraremos muito mais do que se mostra aos nossos olhos à primeira vista:
-João Batista, no ventre de Isabel, sente a presença de Maria e de Jesus, e se manifesta como pode, isto é, "estremecendo", mexendo. Poderia ser apenas uma coincidência? Bem, o evangelista narra anteriormente que João, segundo o anúncio do Anjo a Zacarias, seria cheio do Espírito Santo. Mas observe atentamente o que o Anjo diz: "e desde o ventre de sua mãe será cheio do Espírito Santo;" (Lc 1, 15)
Coincidência? Não. João reconhece a presença de Maria e do Menino Jesus por força e ação do Espírito Santo. Sua percepção é desperta pela voz de Nossa Senhora.
-Isabel fica cheia do Espírito Santo, após ouvir a saudação de Maria. Ora, se Maria fosse apenas um receptáculo de Cristo, apenas uma barriga para carrega-lo, uma qualquer, como muitos dizem, não haveria razão alguma para o Espírito agir por meio dela, e despertar em Isabel e em João Batista o conhecimento da Boa Nova - a Encarnação do Verbo de Deus. Um anjo poderia, assim como havia comunicado a Zacarias da gravidez de sua esposa, anunciar a Isabel que sua prima estava gerando em seu ventre o Messias. No entanto, quis usar da própria Maria para comunicar - sem revelar por suas próprias palavras - esta boa notícia. Maria apenas saúda, e o Espírito enche Isabel e João, e os dá a conhecer a Encarnação do Verbo.


-Isabel chama Maria de "a mãe do meu Senhor". Esta saudação revela o conhecimento - dado pelo Espírito Santo - por parte de Isabel, da divindade da criança que estava no ventre de Maria. Isabel chama o fruto do ventre de sua prima de "meu Senhor" - ou seja, Isabel não separou aí a humanidade da divindade de Cristo. Reconhece que o ser humano que sua prima gesta é o seu Senhor, seu Deus. Não pode ela estar enganada, pois quem a deu a conhecer tais coisas, repito, foi o Espírito Santo.
-A visita da "mãe do meu Senhor" é uma honra para Isabel. Esta pequena constatação nos mostra que toda honra, toda virtude que Maria possui é por causa dos méritos de Cristo, e é isto que a Igreja prega até hoje. Tudo o que Maria é, é por causa de Cristo. Ela é a Mãe do Senhor. A Mãe de Deus. Vemos assim que não pode ser uma qualquer quem é mãe de Deus.
Isabel era já de idade, esposa de um sacerdote, e ainda descendente de Aarão (cf. Lc 1, 5). Tinha com toda certeza muito mais importância social do que Maria, uma jovenzinha pobre, noiva de um carpinteiro. Qual honra a visita desta pobrezinha podia ter? Mais uma vez, reforço, o Espírito Santo mostra e impele Isabel a dizer: a honra está em ser esta moça, a Mãe de Deus.
Além disso, ela termina proclamando Maria como "Bem-Aventurada", como "Bendita", e reconhece a beatitude de Seu Filho. Chama ainda Maria de fiel, por ter acreditado nas promessas do Senhor. Isabel foi a primeira a fazer o que repetimos até hoje: veneramos e honramos Maria pelo que Ela é. E tudo o que Ela é, sabemos que é por causa de Jesus. Isabel se torna para nós a primeira devota da Virgem Maria.

"Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo."
(Evangelho segundo São Lucas, capítulo 1, versículos 48 e 49)
O mesmo Espírito que veio sobre a Virgem para que ela concebesse Jesus, o mesmo Espírito que enche João Batista desde o ventre materno, e que se apodera de Isabel e a faz reconhecer o Filho de Deus sendo gerado em Maria, faz a pobre moça de Nazaré profetizar que todas as gerações a honrarão como bendita, e a proclamar que Deus realizou nela maravilhas. Este mesmo espírito levou a Igreja a reconhece-la como Mãe de Deus  (após  dois Concílios: em 325 o Concílio de Nicéia, e em 381 o de Constantinopla), como forma de cumprimento da profecia da própria Virgem Maria.

Deus nos conceda, pela poderosa intercessão de Maria, um ano abençoado, um ano de graça e de fé.
Louvor a Deus!
Para sempre, amém.

Matheus Silva de Paula.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Nossa Senhora de Guadalupe

 

A Virgem aparece a Juan DiegoNum sábado, no ano de 1531, a Virgem Santíssima apareceu a um indígena que, de seu lugarejo, caminhava para a cidade do México a fim de participar da catequese e da Santa Missa enquanto estava na colina de Tepeyac, perto da capital. Este índio convertido chamava-se Juan Diego (canonizado pelo Papa João Paulo II em 2002).

Nossa Senhora disse então a Juan Diego que fosse até o bispo e lhe pedisse que naquele lugar fosse construído um santuário para a honra e glória de Deus.

O bispo local, usando de prudência, pediu um sinal da Virgem ao indígena que, somente na terceira aparição, foi concedido. Isso ocorreu quando Juan Diego buscava um sacerdote para o tio doente:

"Escute, meu filho, não há nada que temer, não fique preocupado nem assustado; não tema esta doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui, a seu lado? Eu sou a sua Mãe dadivosa. Acaso não o escolhi para mim e o tomei aos meus cuidados? Que deseja mais do que isto? Não permita que nada o aflija e o perturbe. Quanto à doença do seu tio, ela não é mortal. Eu lhe peço, acredite agora mesmo, porque ele já está curado. Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao Bispo. Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é meu embaixador e merece a minha confiança. Quando chegar diante dele, desdobre a sua "tilma" (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém, só em sua presença. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omita..."

Juan Diego mostra a imagem ao Bispo

O prelado viu não somente as rosas, mas o milagre da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, pintada prodigiosamente no manto do humilde indígena. Ele levou o manto com a imagem da Santíssima Virgem para a capela, e ali, em meio às lágrimas, pediu perdão a Nossa Senhora. Era o dia 12 de dezembro de 1531.

Uma linda confirmação deu-se quando Juan Diego fora visitar o seu tio, que sadio narrou: "Eu também a vi. Ela veio a esta casa e falou a mim. Disse-me também que desejava a construção de um templo na colina de Tepeyac e que sua imagem seria chamada de 'Santa Maria de Guadalupe', embora não tenha explicado o porquê". Diante de tudo isso muitos se converteram e o santuário foi construído.

O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem. O tecido, feito de cacto, não dura mais de 20 anos e este já existe há mais de quatro séculos e meio. Durante 16 anos, a tela esteve totalmente desprotegida, sendo que a imagem nunca foi retocada e até hoje os peritos em pintura e química não encontraram na tela nenhum sinal de corrupção.

Olhos da Virgem Uma família, além de outras figuras, aparece nos olhos da Virgem

No ano de 1971, alguns peritos inadvertidamente deixaram cair ácido nítrico sobre toda a pintura. E nem a força de um ácido tão corrosivo estragou ou manchou a imagem. Com a invenção e ampliação da fotografia descobriu-se que, assim como a figura das pessoas com as quais falamos se reflete em nossos olhos, da mesma forma a figura de Juan Diego, do referido bispo e do intérprete se refletiu e ficou gravada nos olhos do quadro de Nossa Senhora. Cientistas americanos chegaram à conclusão de que estas três figuras estampadas nos olhos de Nossa Senhora não são pintura, mas imagens gravadas nos olhos de uma pessoa viva.

Declarou o Papa Bento XIV, em 1754: "Nela tudo é milagroso: uma Imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros... uma Imagem estampada numa tela tão rala que através dela pode se enxergar o povo e a nave da Igreja... Deus não agiu assim com nenhuma outra nação".

Coroada em 1875 durante o Pontificado de Leão XIII, Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada "Padroeira de toda a América" pelo Papa Pio XII no dia 12 de outubro de 1945.

Santuário de N.Sra. de Guadalupe, no México

No dia 27 de janeiro de 1979, durante sua viagem apostólica ao México, o Papa João Paulo II visitou o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e consagrou a Mãe Santíssima toda a América Latina, da qual a Virgem de Guadalupe é Padroeira.

[ Fonte: www.cancaonova.com ]

Não deixe de conferir o site http://oepnet.sites.uol.com.br/nossasenhora.htm para ter detalhes sobre os milagres contidos na imagem de Guadalupe – no próprio tecido, nos olhos, nas estrelas e símbolos.

Assita um documentário sobre a história desta aparição, e dos milagres envolvidos, além de comentários e considerações sobre a Virgem de Guadalupe.

www.sancta.org

Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por nós!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

08 de Dezembro - Imaculada Conceição

“Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.” (Lucas 1, 28)

imaculada

Em 08 de Dezembro de 1854, o Papa Pio IX em sua Constituição Apostólica Ineffabilis Deus estabeleceu como dogma a Imaculada Conceição (concepção) de Maria, isto é, esclareceu a verdade de fé (portanto de crença obrigatória) de que Nossa Senhora, no momento da sua concepção, foi livrada do pecado original, não por méritos próprios, mas pelos méritos da Paixão, Morte e Ressureição de Cristo antecipados, visto que o ventre que receberia Deus Filho teria que ser livre de toda mácula (pecado).

Pap Pio IX“Em honra da santa e indivisa Trindade, para decoro e ornamento da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica, e para incremento da religião cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e com a nossa, declaramos, pronunciamos e definimos a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus e, portanto, deve ser sólida e constantemente crida por todos os fiéis.”     (Bula Ineffabilis Deus, Papa Pio IX)

Na bula, o Papa se apóia inicialmente na citação de Gênesis: “Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela.” (Gênesis 3, 15a) entendendo que seria necessário uma mulher apta a carregar e trazer ao mundo o Filho de Deus, para assim haver a reconciliação entre o homem e Deus. Eva foi a mulher que trouxe o pecado ao homem, Maria trouxe Jesus, a reconciliação e a salvação.

Deus a fez livre de todo o pecado, original, mortal ou venial “És toda bela, ó minha amiga, e não há mancha em ti.” (Cântico dos Cânticos 4, 7) pois esta constituia uma etapa na história da salvação: Deus se faria carne, nascendo como homem, se igualando em tudo, menos no pecado. Para tanto, sua concepção, gestação e nascimento deveriam ser em condições de santidade, de pureza, dada a Sua natureza divina – “Quem fará sair o puro do impuro? Ninguém.” (Jó 4, 14).

Lemos na Carta aos Hebreus:

"Cristo, porém, apareceu como um pontífice dos bens futuros. Entrou no tabernáculo mais excelente e perfeito, não construído por mãos humanas, nem mesmo deste mundo" (Hebreus 9, 12).

Deus, capaz do impossível (cf. Lucas 18, 27), faz o que deseja para que Seus planos se cumpram, mesmo que isso nos pareça infringir suas próprias leis. De fato, sendo Ele dono de toda e qualquer Lei, tem todo o poder e o direito sobre elas. Foi assim com o sol e a lua, os quais fêz parar (cf. Josué 10, 12-13), com as águas que interromperam seu curso natural (cf. Êxodo 14, 21 e 22), com Lázaro, a quem Jesus ressuscitou (cf. João 11, 43 e 41). Assim também, por se tratar de um propósito divino, Maria foi concebida sem pecado, pelos méritos antecipados de Cristo, para que Este pudesse vir ao mundo de um ventre puro. Maria não é uma escolhida. Ela é a escolhida, a mãe de Deus. Como pode ser uma qualquer a mulher preparada e escolhida por Deus para a tarefa mais importante e sublime que uma mulher pode ter? Como poderia estar sujo ou se sujar posteriormente o ventre, a arca, o sacrário que carregou o próprio Deus?

Alguns aspectos do diálogo entre o Anjo e Maria nos indicam o estado de pureza de Nossa Senhora, para que se pudesse realizar a Encarnação:

Anunciação

“Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.

Ave, uma saudação de excelência dita por um anjo, definitivamente, exprimindo a importância daquela jovem.
Cheia de Graça, plena de graça, completa da graça do Senhor. Sem espaço para o pecado. Mostra que Deus a cumulou por inteira da graça, antes mesmo de ela receber em seu ventre Jesus.
O Senhor é contigo, pois Maria era repleta da graça, portanto, está ausente o pecado. E onde não há pecado, há plenitude de Deus. O Senhor está com ela.


Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação.
O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.

Encontraste graça diante de Deus, pois Maria foi concebida sem pecado, e assim permaneceu durante sua vida, fiel e temente a Deus, e às graças com as quais Ele a cumulou – as graças que Eva havia perdido quando introduziu aos homens o pecado.


Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.
Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó,
e o seu reino não terá fim.

Conceberás e darás à luz um filho, Jesus,
Filho do Altíssimo, cujo reino náo terá fim,
revelando a maternidade divina. Maria, ao aceitar esta missão, estava ciente de que seu filho era Deus.

 
Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem?
Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.

Não conheço homem, Maria era noiva de José, e mesmo assim não cogitou “conhecer” homem algum. Isto indica que Maria desejava permanecer virgem, e assim o fêz, pois nem a Bíblia ou a Tradição contam que Maria teve filhos após Jesus (são citados nas Escrituras parentes de Jesus, chamados “irmãos”, cujos pais são citados, não havendo como serem filhos de Maria).
O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do
Altíssimo te envolverá com sua sombra,
o Anjo mostra a Maria que a concepção se dará pela união de Deus com sua serva. O Espírito de Deus desce, vai ao encontro de Maria, pois fora preparada pela mesma força que a envolve. A propósito, a sombra de Deus envolvendo Maria só reforça a dignidade que o Senhor conferiu a ela. A sombra indica a união e a proteção, indica assistência.
Para Deus nada é impossível. Até mesmo a gravidez de Isabel, em idade avançada e tida como estéril, vem mostrar que Deus estava trazendo seu filho ao mundo em condições sobrenaturais.


Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril,
porque a Deus nenhuma coisa é impossível.
Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.”
  (Lucas 1, 28-38)

bernadete

Cerca de três anos após a proclamação deste dogma, Maria aparece a Bernadete Soubirous, uma pobre, analfabeta e adoentada pastora e criada doméstica, em Lourdes, na França. A Virgem se apresentou como a Imaculada Conceição, fato que aumentou a credibilidade nas aparições, visto que não havia meios de aquela pobre menina ter qualquer conhecimento acerca do dogma tão recentemente aprovado. Não sabia sequer o que isto significava.

 

 

 

Música “Ave, Ó Imaculada” Intérpretes: Arautos do Evangelho

Oh Maria concebida sem pecado,
Rogai por nós que recorremos a Vós!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Festa de Nossa Senhora Aparecida

P1100748Ontem, dia 12/10, comemoramos a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora da Conceição Aparecida. A tradicional procissão saiu da Matriz às 18:30, com destino à Gruta da Santa, na Caixa d’Água, onde foi celebrada a Missa. A multidão subiu em procissão, com cânticos e vela nas mãos, para homenagear aquela que nos diz “Fazei o que Ele vos disser” (Cf. Jo 2,5). Durante a homilia, Pe. Flávio destacou o papel de Maria na Igreja, como “aquela que aponta Jesus” para ser adorado, e não para ela mesma. Enfatizou a centralidade da adoração apenas da Santíssima Trindade na Igreja Católica, e seu ensinamento milenar. Veneramos Maria por seu exemplo de serva, de mãe, e pedimos sua intercessão, pois cremos que ela está no Céu rezando por nós, como rezamos no Credo: “Creio na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos [..]”.

Confira algumas fotos da Festa de Nossa Senhora Aparecida:

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

12 de Outubro - Dia de Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Nossa Senhora da Conceição Aparecida:
Rainha, Imperatriz e Padroeira do Brasil!

Hoje, enquanto o comércio e a mídia têm o Dia das Crianças como importante data para estimular o consumo, os católicos de todo o Brasil voltam seus olhos para a imagem enegrecida da Virgem Mãe de Deus, Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Rainha, Imperatriz, Padroeira do Brasil!


História

A sua história tem o seu início em meados de 1717, quando chegou a Guaratinguetá a notícia de que o conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, governador da então Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, iria passar pela povoação a caminho de Vila Rica (atual cidade de Ouro Preto), em Minas Gerais.


Imagem de Nossa Senhora sem o manto e a coroa.


Desejosos de obsequiá-lo com o melhor pescado que obtivessem, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves lançaram as suas redes no rio Paraíba do Sul. Depois de muitas tentativas infrutíferas, descendo o curso do rio chegaram ao Porto Itaguaçu, a 12 de outubro. Já sem esperança, João Alves lançou a sua rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Em nova tentativa apanhou a cabeça da imagem. Envolveram o achado em um lenço. Daí em diante, os peixes chegaram em grande quantidade para os três humildes pescadores.

Durante quinze anos a imagem permaneceu na residência de Filipe Pedroso, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para orar. A devoção foi crescendo entre o povo da região e muitas graças foram alcançadas por aqueles que oravam diante da imagem. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil. Diversas vezes as pessoas que à noite faziam diante dela as suas orações, viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana. Logo, já não eram somente os pescadores os que vinham rezar diante da imagem, mas também muitas outras pessoas das vizinhanças. A família construiu um oratório no Porto de Itaguaçu, que logo se mostrou pequeno.

Por volta de 1734, o vigário de Guaratinguetá construiu uma capela no alto do morro dos Coqueiros, com a ajuda do filho de Filipe Pedroso, que não queria construir a capela no alto do morro dos coqueiros, pois achava mais fácil para o povo entrar na capela logo abaixo, ao lado do povoado, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745.

Em 1834 foi iniciada a construção de uma igreja maior (a atual Basílica Velha) para acomodar e receber os fiéis que aumentavam significadamente, sendo solenemente inaugurada e benzida em 8 de dezembro de 1888.


Princesa Isabel de Bragança, foto de 1865.
A princesa foi grande devota de Nossa Senhora.


Em 6 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basílica e ofertou à santa, em pagamento de uma promessa (feita em sua primeira visita, em 08 de dezembro de 1868), uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com um manto azul, ricamente adornado.


Coroa ofertada pela Princesa Isabel.

Em 28 de outubro de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da imagem para rezar com a Senhora "Aparecida" das águas.

A 8 de setembro de 1904, a imagem foi coroada com a riquíssima coroa doada pela Princesa Isabel e portando o manto anil, bordado em ouro e pedrarias, símbolos de sua realeza e patrono. A celebração solene foi dirigida por D. José Camargo Barros, com a presença do Núncio Apostólico, muitos bispos, o Presidente da República Rodrigues Alves e numeroso povo. Depois da coroação o Santo Padre concedeu ao santuário de Aparecida mais outros favores: Ofício e missa própria de Nossa Senhora Aparecida, e indulgências para os romeiros que vêm em peregrinação ao Santuário.

No dia 29 de Abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor, sagrada a 5 de setembro de 1909 e recebendo os ossos de são Vicente Mártir, trazidos de Roma com permissão do Papa.

Em 17 de dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se Município, vindo a se chamar Aparecida, em homenagem a Nossa Senhora, que fora responsável pela criação da cidade.

A imagem, coroada e adornada, exposta na Basílica Nova.

A rainha e padroeira do Brasil
Nossa Senhora da Conceição Aparecida, foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira Oficial em 16 de julho de 1930, por decreto do papa Pio XI, sendo coroada.

Pela Lei nº 6.802 de 30 de junho de 1.980, foi decretado oficialmente feriado no dia 12 de outubro, dedicando este dia a devoção. Também nesta Lei, a República Federativa do Brasil reconhece oficialmente Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.

A Basílica Nova - Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.

A Basílica Nova
Em meados da década de 1940, os missionários da Congregação do Santíssimo Redentor, conhecidos por redentoristas, perceberam a necessidade de se erigir um novo templo para veneração e devoção do povo para com Nossa Senhora da Conceição Aparecida: era preciso um espaço mais amplo, que comportasse mais pessoas. Dessa necessidade, surgiu a idéia de se construir não uma qualquer igreja maior, mas uma basílica.

Benedito Calixto foi o arquiteto contratado para a elaboração do projeto, que foi pedido em forma de cruz grega. Em 1945, o então cardeal de São Paulo, Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta levou ao Vaticano o projeto da, então, futura basílica, que foi julgado como brilhante pela comissão examinadora.

Obras, arquitetura e geometria
A "Basílica Nova" está construída sobre o Morro das Pitas, teve sua terraplanagem iniciada em 1952 e terminada em 1954. Começou a ser construída em 11 de novembro de 1955, pela Nave Norte, e seguiu para a construção da "Torre Brasília", que teve suas ferragens doadas pelo então presidente, Juscelino Kubitschek. Terminada a torre, as obras seguiram para a cúpula central, depois, já em meados de 1972, para a Capela das Velas e para a Nave Sul, passando depois para as Naves Oeste e Leste, e as alas intermediárias, finalmente.

O maior santuário mariano do mundo
Em 4 de julho de 1980 o papa João Paulo II, em sua histórica visita ao Brasil, inaugurou e consagrou a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, o maior santuário mariano do mundo, em solene missa celebrada, revigorando a devoção à Santa Maria, Mãe de Deus e sagrando solenemente aquele grandioso monumento construído com o carinho e devoção do povo brasileiro.

Visitações
O Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida é visitado anualmente por aproximadamente oito milhões de romeiros de todas as partes do Brasil.


Fontes (com adaptações):




Oremos:

Ó incomparável Senhora da Conceição Aparecida,
Mãe de Deus, Rainha dos Anjos,
Advogada dos pecadores,
refúgio e consolação dos aflitos e atribulados,
Virgem Santíssima,
cheia de poder e de bondade,
lançai sobre nós um olhar favorável,
para que sejamos socorridos por vós,
em todas as necessidades em que nos acharmos.
Lembrai-vos, ó clementíssima Mãe Aparecida,
que nunca se ouviu dizer
que algum daqueles que têm a vós recorrido,
invocado vosso santíssimo nome
e implorado a vossa singular protecção,
fosse por vós abandonado.
Animados com esta confiança,
a vós recorremos.
Tomamo-vos para sempre por nossa Mãe,
nossa protectora, consolação e guia,
esperança e luz na hora da morte.
Livrai-nos de tudo o que possa ofender-vos
e ao vosso Santíssimo Filho, Jesus.
Preservai-nos de todos os perigos
da alma e do corpo;
dirigi-nos em todos os assuntos espirituais e temporais.
Livrai-nos da tentação do demónio,
para que, trilhando o caminho da virtude,
possamos um dia ver-vos e amar-vos
na eterna glória, por todos os séculos dos séculos. Amém!

ATENÇÃO AOS PAROQUIANOS!

Hoje temos procissão em honra a Nossa Senhora da Conceição Aparecida! Sairemos da Matriz São José às 18h30! Convide seus familiares e amigos e traga velas, para juntos iluminarmos as ruas de Conselheiro Pena, cantando e louvando a Jesus pela Mãe Aparecida!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Nossa Senhora de Fátima

 "A treze de maio, na Cova da Iria, no céu aparece a Virgem Maria..." este hino é cantado a décadas, contando a história de uma das mais conhecidas aparições de Nossa Senhora. No ano de 1917, Maria apareceu aos pastorinhos Lúcia, Jacinta e Francisco, pedindo que voltassem ao local durante os seis meses seguintes, ao mesmo dia e hora, e prometendo aparecer ainda uma sétima vez. Não se apresentou, não contou o que queria deles, pois o faria mais tarde; apenas propôs que as crianças se oferecessem a Deus em sacrifício, e que rezassem o terço para obter a paz e o fim da guerra (Primeira Guerra Mundial). Os pequenos aceitaram. No ano anterior, um anjo havia aparecido aos pastorinhos a fim de prepará-los, sem que se dessem conta, para as visitas de Maria. Segue o diálogo da primeira aparição de Nossa Senhora, a 13 de maio de 1917:

Nossa Senhora: “Não tenhais medo. Eu não vos farei mal.”
Lúcia: “Donde é Vossemecê?”
Nossa Senhora: “Sou do Céu!”
Lúcia: “E que é que vossemecê me quer?
Nossa Senhora: “Vim para pedir que venhais aqui seis meses seguidos, sempre no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Em seguida, voltarei aqui ainda uma sétima vez.”
Lúcia: “E eu também vou para o Céu?”
Nossa Senhora: “Sim, vais.”
Lúcia: “E a Jacinta?”
Nossa Senhora: “Também”
Lúcia: “E o Francisco?”
Nossa Senhora: “Também. Mas tem que rezar muitos terços”.
Nossa Senhora: “Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser mandar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores?”
Lúcia: “Sim, queremos”
Nossa Senhora: “Tereis muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto”.
Ao pronunciar estas últimas palavras, Nossa Senhora abriu as mãos, e delas saía uma intensa luz.
Os pastorinhos sentiram um impulso que os fez cair de joelhos, e rezaram em silêncio a oração que o Anjo havia lhes ensinado:
As três crianças: “Ó Santíssima Trindade, eu Vos adoro. Meu Deus, meu Deus, eu Vos amo no Santíssimo Sacramento.”
Passados uns momentos, Nossa Senhora acrescentou:
Nossa Senhora: “Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo, e o fim da guerra.”
Lúcia, 10 anos; Francisco, 9 anos; e Jacinta, 7 anos


Lúcia entendeu que seria melhor que não falassem nada a ninguém, porém os menores não conseguiam se conter, tanto que na ocasião da segunda aparição, a 13 de junho, estavam com os pastorinhos cerca de 50 pessoas, as quais não conseguiam ver a Virgem.

Lúcia: “Vossemecê que me quer? ”
Nossa Senhora: “Quero que venhais aqui no dia treze do mês que vem. Que Rezeis o Terço todos os dias, e que aprendais a ler. Depois direi o que quero”

Lúcia pediu a cura de uma pessoa doente, e Nossa Senhora lhe disse:
Nossa Senhora: “Se se converter, curar-se-á durante o ano.”
Lúcia: “Queria pedir-lhe para nos levar para o Céu”.
Nossa Senhora: “Sim. A Jacinta e o Francisco, levo-os em breve. Mas tu, ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração. A quem a abraçar, prometo a salvação. E serão queridas de DEUS estas almas, como flores postas por Mim a adornar o Seu trono”.
Lúcia: “Fico cá sozinha?”
Nossa Senhora: “Não filha. E tu sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio, e o caminho que te conduzirá até Deus”.
Foi no momento em que disse estas últimas palavras, que Nossa Senhora abriu as mãos e iluminou os pastorinhos, pela segunda vez, com o reflexo dessa luz imensa. Nela eles sentiram-se como que envolvidos por Deus.
À frente da palma da mão direita de Nossa Senhora, estava um Coração cercado de espinhos, que pareciam estar cravados nele. Os três pastorinhos compreenderam que era o Imaculado Coração de Maria, ofendido pelos pecados da humanidade, que queriam ser reparados.

 No mês seguinte se deu a terceira aparição, na qual os pastorinhos tiveram a visão do inferno.

Os Pastorinhos, após a visão do inferno
Lúcia: "Vossemecê, quê me quer?"

Nossa Senhora: "Quero que venham aqui no dia 13 do mês que vêm, que continuem a rezar o Terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer”.
Lúcia: "Queria pedir-lhe para nos dizer quem é, e para fazer um milagre, com que todos acreditem que vossemecê nos aparece."
Nossa Senhora: "Continuem a vir aqui todos os meses. Em Outubro direi quem sou, o que quero, e farei um milagre, que todos hão de ver para acreditarem."
Lúcia fez alguns pedidos de conversões, de curas e de outras graças.
Nossa Senhora responde recomendando sempre a reza do Terço, que assim alcançariam as graças durante o ano.
Depois acrescentou:
Nossa Senhora: “Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, e em especial sempre que fizerdes algum sacrifício:
Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores, e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria”.
Ao dizer estas últimas palavras, abriu de novo as mãos, como nos meses anteriores.

"O reflexo de luz (que delas saía) pareceu penetrar na terra. E vimos como que um grande mar de fogo. E, mergulhados nesse fogo, estavam os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados – semelhante ao cair das fagulhas nos grandes incêndios – sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero, que horrorizavam e faziam estremecer de pavor. Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes como negros carvões em brasa." - Lúcia

A visão durou apenas um momento, durante o qual Lúcia soltou um:
Lúcia: “Ai!”
Assustados, e como a pedir socorro, as três crianças levantaram os olhos para Nossa Senhora, que lhes disse, com bondade e tristeza:
Nossa Senhora: “Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para salvá-las, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração.
Se fizerem o que eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz.
A guerra vai acabar. Mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite iluminada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá, de que vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome, e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para impedir isso, virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração, e a Comunhão Reparadora nos Primeiros Sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz. Se não, espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados. O Santo Padre terá muito que sofrer. Várias nações serão aniquiladas.Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz.
Em Portugal, conservar-se-á sempre o dogma da Fé. Isto não digais a ninguém. Ao Francisco sim, podeis dizê-lo."
E, passados uns instantes, Nossa Senhora disse aos pastorinhos:
Nossa Senhora: "Quando rezardes o terço, dizei depois de cada mistério:
Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem”.
Lúcia: “Vossemecê não me quer mais nada? “
Nossa Senhora: "Não, hoje não te quero mais nada”.

 No mês seguinte, no dia 13, as crianças se encontravam num cárcere, e não puderam ir à Cova da Iria, mas Maria não os abandonou. No dia 15 (ou 19, pois as fontes divergem sobre este dado) , estando eles numa propriedade da família de uma das crianças, por volta das 4 da tarde, começaram os sinais que sempre precediam as aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria - uma leve queda da temperatura, uma redução da claridade do sol, e quando a Virgem estava chegando, um reflexo de luz, como que um trovão.
Lúcia, percebendo o que estava acontecendo, mandou chamar Jacinta às pressas, pois esta não estava lá.
Lúcia: “Que é que Vossemecê me quer?”
Nossa Senhora: “Quero que continueis a ir à Cova da Iria no dia 13, e que continueis a rezar o terço todos os dias. No último mês farei o milagre para
que todos acreditem”.
Lúcia: “Que é que Vossemecê quer que se faça do dinheiro que o povo deixa na Cova da Iria?”
Nossa Senhora: “Façam dois andores. Um, leva-o tu com a Jacinta, e mais duas meninas vestidas de branco. O outro, que o leve o Francisco com mais três meninos. O dinheiro dos andores é para a festa de Nossa Senhora do Rosário, e o que sobrar, é para a ajuda de uma capela que hão de mandar fazer”.


Lúcia: “Queria pedir-Lhe a cura de alguns doentes”.
Nossa Senhora: “Sim, alguns curarei durante o ano”

Nossa Senhora então pareceu triste, e disse-lhes que rezassem muito pelos pecadores:


Nossa Senhora: “Rezai, rezai muito, e fazei sacrifícios pelos pecadores; que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas”.


 A quinta aparição, a 13 de setembro, ocorreu no local de costume, mas desta vez os fenômenos que precediam a chegada da Mãe de Deus não foram apenas os corriqueiros, pois pôde-se perceber um globo de luz que se movia lentamente pelo céu, e ao fim da aparição saiu no sentido contrário ao que se movia.

Nossa Senhora: “Continuem a rezar o Terço para alcançarem o fim da guerra. Em Outubro virá também Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, São José com o Menino Jesus, para abençoarem o mundo. Deus está contente com

os vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda, trazei-a só durante o dia”.
Lúcia: “Têm-me pedido para Lhe pedir muitas coisas: cura de alguns doentes, de um surdo-mudo”
Nossa Senhora: “Sim, alguns curarei, outros não. Em Outubro farei um milagre para que todos acreditem."

Como prometido, a 13 de outubro, na sexta aparição, Nossa Senhora revelou quem era e o que queria. Aconteceu também o Milagre do Sol, para que todos pudessem crer nas aparições e se converter.

Quase 70 mil pessoas assistindo ao Milagre do Sol

Lúcia: “Que É que Vossemecê me quer?

Nossa Senhora: “Quero dizer-te que em Minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continuem sempre a rezar o Terço todos os dias. A guerra vai acabar e os militares voltarão em breve para suas casas”
Lúcia: “Eu tinha muitas coisas para Lhe pedir. Se curava uns doentes e se convertia uns pecadores..."
Nossa Senhora: “Uns sim, outros não. É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados”.
E, tomando um aspecto mais triste, disse:
Nossa Senhora: “Não ofendam mais a DEUS Nosso Senhor, que já está muito ofendido”.
Em seguida, Nossa Senhora abrindo as mãos fez que elas se refletissem no sol, e começou a se elevar para o Céu.
Nesse momento, Lúcia apontou para o céu e gritou:
Lúcia: “Olhem para o sol!”


A multidão assistiu, então, ao grande milagre do sol. Enquanto isso, os pastorinhos viram São José com o Menino Jesus, e Nossa Senhora do Rosário.


Era a Sagrada Família. A Virgem estava vestida de branco, com um manto azul. São José também estava vestido de branco, e o Menino Jesus de vermelho claro. São José abençoou a multidão, traçando três vezes o Sinal da Cruz. O Menino Jesus fez o mesmo.

Lúcia então, teve a visão de Nossa Senhora das Dores, e de Nosso Senhor, acabrunhado de dor, no caminho do Calvário. Nosso Senhor traçou um Sinal da Cruz para abençoar o povo. Finalmente apareceu, numa visão gloriosa, Nossa Senhora do Carmo, coroada Rainha do Céu e da Terra, com o Menino Jesus ao colo.


Enquanto os pastorinhos tinham essa visão, a grande multidão de quase 70 mil pessoas, assistiu ao milagre do sol.
Tinha chovido durante toda a aparição. Mas, no momento em que a Santíssima Virgem desaparecia, e que Lúcia gritou “olhem para o sol!”, as nuvens se entreabriram, deixando ver o sol como um imenso disco de prata.


Brilhava com intensidade jamais vista, mas não cegava. A imensa bola começou a “bailar”. Como uma gigantesca roda de fogo, girava rapidamente.
Parou por um certo tempo, mas, em seguida, começou a girar sobre si mesmo, vertiginosamente.
Depois, seus bordos tornaram-se vermelhos, e deslizou no céu, como um redemoinho, espargindo chamas de fogo.
Essa luz refletia-se no solo, nas árvores, nos arbustos, nas próprias faces das pessoas e nas roupas, tomando tonalidades brilhantes e diferentes cores.
Em seguida, por três vezes ficou animado de um movimento rápido. O globo de fogo pareceu tremer, sacudir-se e precipitar-se em ziguezague sobre a multidão aterrorizada.
Durou tudo uns dez minutos. Finalmente o sol voltou em ziguezague para o ponto de onde se tinha precipitado, e ficou novamente tranqüilo e brilhante, com o mesmo brilho de todos os dias.
Muitas pessoas notaram que suas roupas, ensopadas pela chuva, tinham secado subitamente.
O milagre do sol foi visto, também, por numerosas testemunhas que estavam fora do local das aparições, até a 40 quilômetros de distância.

A partir daí, ocorreram as devidas investigações por parte da Igreja, para se verificar a veracidade das aparições, como é prudente que se faça. Em 13 de outubro de 1930, as aparições foram declaradas como "dignas de crédito", por parte do bispo de Leiria. Jacinta e Francisco faleceram; Lúcia ingressou primeiro num conveto espanhol, e mais tarde num convento carmelita, sob o nome de Irmã Lúcia do Coração Imaculado, a fim de dedicar-se como freira a Deus. Os segredos que Nossa Senhora lhe confiou foram  todos revelados - sim, todos os três: os dois primeiros em 1941, e o terceiro em 2000 - a seu tempo, conforme as instruções da Virgem, salvo o último, que a pedido de Lúcia, só deveria ser aberto após 1960, pois, segundo sua intuição, só a apartir desta data o segredo poderia ser melhor compreendido.
Os três segredos foram conhecidos por João XXIII e Paulo VI, que decidiram por não publicá-los, pelo menos não na íntegra. João Paulo II, após o atentado que sofreu, tomou conhecimento da totalidade do Segredo, tornando-o público a 13 de maio de 2000.
Eram os segredos: a visão do inferno; a devoção ao Imaculado Coração e a Consagração da Rússia; o sofrimento e a perseguição da Igreja, do Santo Padre e dos cristãos no séc. XX (sobre este segredo Jacinta acreditava que Maria fazia referência ao comunismo ateu, perseguindo a Igreja e seus filhos).

Aspecto atual da Capelinha das Aparições,
cosnstruída a pedido da Virgem.

Imagem da Virgem de Fátima


 




"Por fim,  o meu Imaculado Coração triunfará."

terça-feira, 12 de abril de 2011

As dores de Maria

“…E lá estava ela, aos pés da cruz, de pé. Viu o suplício do seu filho único de perto; e era o pior suplício que alguém poderia sofrer: Ele pagava dolorosamente por crimes que não havia cometido. Ele morria pelos crimes de seus algozes. No entanto, ela permanecia de pé.

O coração dilacerado por sofrer junto ao filho, e desejoso de tomar-lhe todas as dores para si. Lembrou-se das palavras do velho Simeão, e de como elas se tornaram realidade… Lembrou-se também de todas as outras vezes que aquela espada de dor transpassou seu coração, e pôs-se a esperar pelas próximas dores que sofreria por seu filho…



Ela agora recebia o filho morto nos braços. Os que lhe rodeavam tentavam, em vão, ajudá-la a amparar o Cristo. Ninguém, a não ser ela, conseguiria. Pobre mulher… a mais feliz entre as mulheres e a mais sofredora das mães.”
Matheus Silva de Paula


As sete dores de Nossa Senhora
(Devoção a Maria, invocada pelos títulos: Nossa Senhora das Dores, da Piedade, das Lágrimas, das Angústias, do Pranto, do Calvário ou da Soledade)
 
A pesar de a Festa da Virgem Maria Dolorosa ser no dia 15 de setembro (afixada nesta data pelo Papa Pio X), é comum que Maria seja lembrada por este título nas proximidades da Semana Santa, como na Semana das Dores, que está acontecendo na Matriz São José, às 19:30h.
 
Esta devoção nos ajuda a preparar o coração vivenciar bem este período, já que as Dores de Maria apontam sempre para a missão e o sacrifício de Cristo; sendo portanto mais uma maneira da Virgem nos mostar o Caminho que é o Seu Filho, mesmo sendo este caminho doloroso.
 
Nas aparições a Santa Brígida, Nossa Senhora revela as suas "sete lágrimas", ou "sete dores", e promete auxiliar seus filhos que lhe forem devotos, no combate espiritual, e na imitação de Cristo.
 
São as dores:
 
1ª Dor - Profecia de Simeão

Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma (Lc 2,34-35).

2ª Dor - Fuga para o Egito

O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: Levanta, toma o menino e a mãe, foge para o Egito e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito (Mt 2,13-14).
3ª Dor - Maria procura Jesus em Jerusalém
Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre parentes e conhecidos. E, não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele (Lc 2,43b-45)

4ª Dor - Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário

Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam (Lc 23,26-27).

5ª Dor - Maria ao pé da Cruz de Jesus
Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua Mãe! (Jo 19,15-27a)

6ª Dor - Maria recebe Jesus descido da Cruz
Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de sábado, veio José de Arimatéia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o corpo da cruz (Mc 15,42).
7ª Dor - Maria deposita Jesus no Sepulcro

Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus (Jo 19,40-42a).

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Imagens: ídolos para os católicos?

Irmãos em Cristo,
Louvor a Deus!


Muitas pessoas compreendem de maneira satisfatória que as imagens de Jesus, de Maria e dos santos não representam para a Igreja Católica alvo de adoração, mas de veneração pela pessoa que representam, como um retrato de alguém querido. Infelizmente, muitos ainda têm dúvidas quanto a isto, não compreendem com clareza, ou mesmo são confundidos por pessoas de outras religiões, que falam sem ter conhecimento do que prega a Igreja, e deturpando ao próprio favor, as palavras da Bíblia.
Esta questão já foi esclarecida pela Igreja há séculos, que não tem dúvidas quanto à veneração que se presta às imagens e aos santos, e menos ainda da adoração à Trindade Santa - e apenas a Ela.
Assim sendo, apresento o texto "Imagens e ídolos" do Prof. Felipe Aquino, da Canção Nova, retirado de seu blog, que aborda este tema.




Afresco de Nossa Senhora com o
Menino Jesus, da Catacumba de Priscila,
em Roma, do séc. III




Desde os primeiros séculos os cristãos pintaram e esculpiram imagens de Jesus, de Nossa Senhora, dos Santos e dos Anjos, não para adorá-las, mas para venerá-las. As catacumbas e as igrejas de Roma, dos primeiros séculos, são testemunhas disso. Só para citar um exemplo, podemos mencionar aqui o fragmento de um afresco da catacumba de Priscila, em Roma, do início do século III. É a mais antiga imagem da Santíssima Virgem, uma das mais antigas da arte cristã, sobre o mistério da Encarnação do Verbo. Mostra a imagem de um homem que aponta para uma estrela situada acima da Virgem Maria com o Menino nos braços. O Catecismo da Igreja traz uma cópia dessa imagem (Ed. de bolso, Ed. Loyola, pag.19).

Este exemplo mostra que desde os primeiros séculos os cristãos já tinham o salutar costume de representar os mistérios da fé por imagens, em forma de ícones ou estátuas. É o caso de se perguntar, então: Será que foram eles “idólatras” por cultuarem essas imagens? É claro que não? Eles foram santos, mártires, derramaram, muitos deles, o sangue em testemunho da fé. Seria blasfêmia acusar os primeiros mártires da fé de idólatras.

No século VIII, sob influência do judaísmo e do islamismo, surgiu um movimento herético que se pôs a combater o uso das imagens. Eram os iconoclastas. O grande e principal defensor do uso das imagens na época, foi o santo e doutor da Igreja S. João Damasceno (de Damasco), falecido em 749, o qual foi muito perseguido por se manter fiel e defensor dessa  santa Tradição cristã.
Imagem de São Paulo, provavelmente a mais antiga,
em teto de uma catacumba do meio do séc. IV.
A fim de dirimir as dúvidas sobre a questão, o Papa Adriano I (772-795) convocou o II Concílio Ecumênico de Nicéia, que se realizou de 24/09 a 23/10/787. Assim se expressou o Concílio, resolvendo para sempre a questão:
“Na trilha da doutrina divinamente inspirada dos nossos santos Padres, e da Tradição da Igreja Católica, que sabemos ser a tradição do Espírito Santo que habita nela, definimos com toda a certeza e acerto que as veneráveis e santas imagens, bem como a representação da cruz preciosa e vivificante, sejam elas pintadas, de mosaico ou de qualquer outra matéria apropriada, devem ser colocadas nas santas igrejas de Deus, sobre os utensílios e as vestes sacras, sobre paredes e em quadros, nas casas e nos caminhos, tanto a imagem de Nosso Senhor, Deus e Salvador, Jesus Cristo, quanto a de Nossa Senhora, a puríssima e santíssima mãe de Deus, dos santos anjos, de todos os santos e dos justos”  (Catecismo da Igreja Católica, nº 1161).

Essas palavras, por serem de um Concílio da Igreja, são ensinamentos oficiais e infalíveis, e não podemos colocá-los em dúvida. O grande S. João Damasceno dizia: “A beleza e a cor das imagens estimulam a minha oração. É uma festa para meus olhos,  tanto quanto o espetáculo do campo estimula meu coração a dar glória a Deus “ (nº 1162).

Cristo "Bom Pastor"

O nosso Catecismo explica que: “A imagem sacra, o ícone litúrgico, representa principalmente Cristo. Ela não pode representar o Deus invisível e incompreensível; é a encarnação do Filho de Deus que inaugurou uma nova “economia” das imagens”( 1159).

S. Tomás de Aquino (1225-1274) também defendia o uso das imagens, afirmando: “O culto da religião não se dirige às imagens em si como realidades, mas as considera em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não termina nela, mas tende para a realidade da qual é imagem“( 2131).

Muitos querem incriminar a Igreja Católica, afirmando que ela desrespeita a ordem que Deus deu a Moisés : “não vos pervertais, fazendo para vós uma imagem esculpida em forma de ídolo…” (Dt 4,15-16).
Os cristãos, desde os primeiros séculos, entenderam, sob a luz do Espírito Santo,  que Deus nunca proibiu  fazer imagens, e sim “ídolos”, deuses,  para adorar. O povo de Deus vivia na terra de Canaã, cercado de povos pagãos que adoravam ídolos em forma de imagens (Baals, Moloc, etc). Era isso que Deus proibia terminantemente. A prova de que  Deus nunca proíbiu imagens, é que  Ele próprio ordenou a Moisés que fabricasse imagens de dois Querubins e que também pintasse as suas imagens nas cortinas do Tabernáculo. Os querubins foram colocados sobre a Arca da Aliança.

“Farás dois querubins de ouro; e os farás de ouro batido, nas duas extremidades da tampa, um de um lado e outro de outro… Terão esses querubins suas asas estendidas para o alto e protegerão com elas a tampa … “ (Ex. 25,18s, Ex 37,7; 1 Rs. 6,23; 2 Cr. 3,10).
“Farás o tabernáculo com dez cortinas de linho fino retorcido, de púrpura violeta sobre as quais alguns querubins serão artísticamente bordados” (Ex. 26,1.31).
Catacumba Santa Domitila


Que fique claro, de uma vez por todas, Deus nunca proibiu imagens, e sim,  “fabricar imagens de deuses falsos” . O mesmo Deus mandou que, no deserto, Moisés fizesse uma imagem de uma serpente de bronze (Nm 21, 8-9), que prefigurava Jesus pregado na cruz (Jo 3,14). Também o rei Salomão, quando construiu o templo, mandou fazer querubins e outras imagens (I Rs 7,29). O culto que a Igreja Católica presta a Deus, e só a Deus, é um culto chamado “latria”, isto é, de adoração. Aos anjos e santos é um culto chamado “dulia”, de veneração. Maria, como Mãe de Deus recebe o culto de “hiper-dulia”, super-veneração digamos, mas que está muito longe da adoração devida só a Deus.
São Pedro, representado com as "chves do céu",
isto é, sua autoridade como chefe da Igreja de Cristo.

São Pedro, ao terminar a  segunda Carta falava do perigo daqueles que interpretavam erroneamente as Escrituras: “Nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes  ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras” (2 Pe 3,16).
 Infelizmente isto continua a acontecer com aqueles que querem dar uma interpretação individual à Palavra de Deus, sem autorização oficial da Igreja, levando multidões ao erro. Só a Igreja é a autêntica intérprete da Bíblia (cf.Dei Verbum,10), pois foi ela que, inspirada pelo Espírito do Senhor (Jo 16,12), a compôs.
Pintura representando um batismo por aspersão,
provavelmente do séc. III
As imagens, sempre foram, em todos os tempos, um testemunho da fé. Para muitos que não sabiam ler, as belas imagens e esculturas foram como que o Evangelho pintado nas paredes ou reproduzido nas esculturas. E assim há de continuar a ser.

É claro que o culto por excelência é prestado a Deus, mas isto não justifica que as imagens sejam retiradas das nossas igrejas. Ao contrário, elas nos lembram que aqueles que elas representam, chegaram à santidade por graça e obra do próprio Deus. Assim, as imagens, dão, antes de tudo, glória a Deus. Quando nos ajoelhamos diante de uma imagem de um santo, ou da Virgem Maria, não é para adorar a imagem ou o santo, mas para rezar a Deus, invocando a intercessão do santo.


Prof. Felipe Aquino - www.cleofas.com.br