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domingo, 30 de dezembro de 2012

Sagrada Família


29 de dezembro, dia da Sagrada Família

O projeto de Deus para a redenção de toda a humanidade tem como centro a encarnação do seu Filho como homem vivendo entre nós. Quis que seu amado Filho fosse o exemplo de tudo. Por isso ele foi acolhido no seio de uma verdadeira família. Uma humilde, boa e honrada família, ligada pela fé e os bons costumes. Ele escolheu, seus anjos agiram e a Sagrada Família foi constituída. 
Deus Pai enviou Jesus com a natureza divina e a natureza humana: o Verbo encarnado, trazendo a sua redenção para todos os seres humanos. Ou seja: a salvação do ser humano somente se dá através de Jesus, quem crer e seguir terá a vida eterna no Reino de Deus. 
Assim,Jesus nasceu numa verdadeira família para receber tudo o que necessitava para crescer e viver, mesmo sendo muito pobre. Teve o amor dos pais unidos pela religião, trabalhadores honrados, solidários com a comunidade, conscientes e responsáveis por sua formação escolar, cívica, religiosa e profissional. Maria, José e Jesus são o símbolo da verdadeira família idealizada pelo Criador. 
A única diferença, que a tornou a "Sagrada Família", foi a sua abnegação, a aceitação e a adesão ao projeto de Deus, com a entrega plena às suas disposições. Mesmo assim,não perderam sua condição humana, imprescindível para que todas as profecias se cumprissem. 
A família residiu em Nazaré até que Jesus estivesse pronto para desempenhar sua missão. 
Lá, Jesus aprendeu a andar, correr, brincar, comer, rezar, cresceu, estudou, foi aprendiz e auxiliar de seu pai adotivo, José, a quem amava muito e que por ele era muito amado também. Foi um filho obediente à mãe, Maria, e demonstrou isso já bem adulto, e na presença dos apóstolos, nas bodas de Caná, quando, a pedido de Maria, operou o milagre do vinho. 
Quando o Messias começou a trilhar os caminhos, aldeias e cidades, pregando o Evangelho, era reconhecido como o filho de José, o carpinteiro da Galiléia. Até ser identificado como o Filho de Deus aguardado pelo povo eleito, Jesus trabalhou como todas as pessoas fazem. Conheceu as agruras dos operários, suas dificuldades e o suor necessário para ganhar o pão de cada dia. 
Essa família é o modelo de todos os tempos. É exemplar para toda a sociedade, especialmente nos dias de hoje, tão atormentada por divórcios e separações de tantos casais, com filhos desajustados e todos infelizes. A família deve ser criada no amor, na compreensão, no diálogo, com consciência de que haverá momentos difíceis e crises formais. Só a certeza e a firmeza nos propósitos da união e a fé na bênção de Deus recebida no casamento fará tudo ser superado. Pedir esse sacramento à Igreja é uma decisão de grande responsabilidade, ainda maior nos novos tempos, onde tudo é passageiro, fútil e superficial. 
Esta celebração serve para que todas as famílias se lembrem da humilde Sagrada Família, que mudou o rumo da humanidade. Ela representa o gesto transcendente de Deus, que se acolheu numa família humana para ensinar o modo de ser feliz: amar o próximo como a nós mesmos. A Igreja comemora a festa da Sagrada Família em data móvel, no domingo após o Natal, ou, alternativamente, no dia 29 de novembro.

Fonte: http://www.paulinas.org.br/diafeliz/santo.aspx?Dia=29&Mes=12&SantoID=549

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

27 de Dezembro: Dia de São João Evangelista


São João Evangelista - O Apóstolo que viu jorrar Sangue e Água
do Coração do Nosso Senhor.
 
Afonso de Souza - Revista Catolicismo
Retirado de:



São João Evangelista, o Apóstolo Virgem, é sem dúvida um dos maiores santos da Igreja, merecendo o título de “o discípulo a quem Jesus amava”. Junto à Cruz, recebeu do Redentor Nossa Senhora como Mãe, e com Ela — como Fonte da Sabedoria — a segurança doutrinária que lhe mereceu dos Padres da Igreja o título de "o Teólogo" por excelência. Comemoramos sua festa no dia 27.



Sabemos pelos Evangelhos que São João era filho de Zebedeu e de Maria Salomé. Com seu irmão Tiago, auxiliava o pai na pesca no lago de Genezaré. Pelos Evangelhos sabemos também que seu pai possuía alguns barcos e empregados que trabalhavam para ele. Maria Salomé é apontada como uma das santas mulheres que acompanhavam o Divino Mestre para O servir.



Como seus outros dois irmãos Simão e André, também pescadores, era discípulo de São João Batista, o Precursor. Deste haviam recebido o batismo, zelosos que eram, preparando-se para a vinda do Messias prometido.





Certa vez, estavam João e André com o Precursor, quando passou Jesus a alguma distância. O Batista exclama: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo". No dia seguinte repetiu-se a mesma cena, e desta vez os dois discípulos seguiram Jesus e permaneceram com Ele aquele dia (Jo, 1, 35 a 39).



Algumas semanas depois estavam Simão e André lançando as redes às águas, quando passou Jesus e lhes disse: "Vinde após mim. Eu vos farei pescadores de homens". Mais adiante estavam Tiago e João numa barca, consertando as redes. "E chamou-os logo. E eles deixaram na barca seu pai Zebedeu, com os empregados, e O seguiram" (Mc 1, 16 a 20).



A partir de então passaram a acompanhar o Messias em sua missão pública. Logo se lhes juntaram outros, que perfariam o número de doze, completando assim o Colégio Apostólico.



Preeminência de três Apóstolos sobre os demais



Desde logo, Pedro, Tiago e João tomaram preeminência sobre os outros Apóstolos, tornando-se os "escolhidos dentre os escolhidos". E, como tais, participaram de alguns dos mais notáveis episódios na vida do Salvador, como a ressurreição da filha de Jairo, a Transfiguração no Tabor e a Agonia no Horto das Oliveiras.



São João foi também um dos quatro que estavam presentes quando Jesus revelou os sinais da ruína de Jerusalém e do fim do mundo. Mais tarde, com São Pedro, a quem o unia respeitosa e profunda amizade, foi encarregado de preparar a Última Ceia. São Pedro amava ternamente São João, e essa amizade é visível tanto no Evangelho quanto nos Atos dos Apóstolos.



Por sua pureza de vida, inocência e virgindade, João tornou-se logo o discípulo amado, e isso de um modo tão notório, que ele sempre se identificará em seu Evangelho como "o discípulo que Jesus amava". 



Apesar de os Apóstolos não estarem ainda confirmados em graça, isso não provocava neles inveja nem emulação. Quando queriam obter algo de Nosso Senhor, faziam-no por meio de São João, pois seu bom gênio e bondade de espírito tornavam-no querido de todos.





"Mas esta serenidade, esta doçura, este caráter recolhido e amoroso [de João Evangelista] são algo diferente da inércia e da passividade. Os pintores nos acostumaram a ver nele um não sei quê de feminino e sentimental, que está em contraste com a energia varonil e o zelo fulgurante que se descobre em algumas passagens evangélicas" [1].



Se Nosso Senhor amava particularmente São João, também era por ele amado de maneira especialíssima. Com seu irmão Tiago, recebeu de Cristo o cognome de "Boanerges", ou "filhos do trovão", por seu zelo. Indignaram-se contra os samaritanos, que não quiseram receber o Mestre, e pediram-Lhe para fazer descer sobre aqueles indóceis o fogo do céu.



Foi por esse amor, e não por ambição, que ele e o irmão secundaram a mãe, Salomé, solicitando que um e outro ficassem à direita e à esquerda do Redentor, em seu Reino (um tanto equivocadamente, pois imaginavam ainda um reino terreno). Quando Nosso Senhor perguntou-lhes se estavam dispostos a beber com Ele o mesmo cálice do sofrimento e da amargura, com determinação responderam afirmativamente.



O primeiro devoto do Coração de Jesus



Entretanto, uma das maiores provas de afeição de Nosso Senhor a São João deu-se na Última Ceia. Quis o Divino Mestre ter à sua direita o Apóstolo Virgem, permitindo-lhe a familiaridade de recostar-se em seu coração. Diz Santo Agostinho que nesse momento, estando tão próximo da fonte de luz, ele absorveu dela os mais altos segredos e mistérios que depois derramaria sobre a Igreja.





A pedido de Pedro, perguntou a Jesus quem seria o traidor, e obteve a resposta.



São João teve porém um momento de fraqueza — e das mais censuráveis — quando os inimigos prenderam Jesus, tendo então fugido como os outros Apóstolos. Era o momento em que Nosso Senhor mais precisava de apoio! 



Logo depois o vemos acompanhando, de longe, o Mestre ao palácio do Sumo Sacerdote. Como era ali conhecido, fez entrar também Simão Pedro. Pode-se supor que ele tenha permanecido sempre nas proximidades de Nosso Senhor durante toda aquela trágica noite, e que não saiu senão para ir comunicar a Maria Santíssima o que se passava com seu Filho. Acompanhou-A então no caminho do Calvário e com Ela permaneceu ao pé da cruz. Era o sinal evidente de seu arrependimento.



Custódia da Mãe de Deus ao Apóstolo Virgem



Foi então que, recebendo-A como Mãe, obteve o maior legado que criatura humana jamais podia receber. Diz São Jerônimo: "João, que era virgem, ao crer em Cristo permaneceu sempre virgem. Por isso foi o discípulo amado e reclinou sua cabeça sobre o coração de Jesus. Em breves palavras, para mostrar qual é o privilégio de João, ou melhor, o privilégio da virgindade nele, basta dizer que o Senhor virgem pôs sua Mãe virgem nas mãos do discípulo virgem" [2]. 





Ensinam os Padres da Igreja que esse grande Apóstolo representava naquele momento todos os fiéis. E que, por meio de São João, Maria nos foi dada por Mãe, e nós a Ela como filhos. Mas João foi o primeiro em tal adoção.



Foi ele também o único dos Apóstolos a presenciar e a sofrer o drama do Gólgota, servindo de apoio à Mãe das Dores, que com seu Filho compartilhava a terrível Paixão.



Quando, no Domingo da Ressurreição, Maria Madalena veio dizer aos Apóstolos que o túmulo estava vazio, foi ele o primeiro a correr, seguido de Pedro, para o local. E depois, estando no Mar de Tiberíades, aparecendo Nosso Senhor na margem, foi o primeiro a reconhecê-Lo.



Uma das três colunas da Igreja nascente



Nos Atos dos Apóstolos, ele aparece sempre com São Pedro. Juntos estavam quando, indo rezar no Templo junto à porta Formosa, um coxo pediu-lhes esmola. Pedro curou-o, e depois pregou ao povo que se reuniu por causa de tal maravilha. 



Juntos foram presos até o dia seguinte, quando corajosamente defenderam sua fé em Cristo diante dos fariseus. Mais adiante, quando o diácono Felipe havia convertido e batizado muitos na Samaria, era necessário que para lá fosse um dos Apóstolos a fim de os crismar. Foram escolhidos Pedro e João para a missão.





São Paulo, em sua terceira ida a Jerusalém, narra em sua Epístola aos Gálatas (2, 9) que lá encontrou "Tiago, Cleofas e João, que são considerados as colunas", e que eles, "reconhecendo a graça que me foi dada [para pregar o Evangelho], deram as mãos a mim e a Barnabé em sinal de pleno acordo".



Depois disso os Evangelhos se calam a respeito de São João. Mas resta a Tradição. Segundo esta, ele permaneceu com Maria Santíssima durante o que restou de sua vida mortal, dedicando-se também à pregação. Depois da intimidade com o Filho, o Apóstolo virgem é chamado a uma estreita intimidade de alma com a Mãe que, sendo a Medianeira de todas as graças, deve tê-lo cumulado delas em altíssimo grau. Que grande virtude deveria ter alguém para ser o custódio da Rainha do Céu e da Terra!



Assim, teria ele permanecido com Ela em Jerusalém e depois em Éfeso. "Dois motivos principais deveriam ter ocasionado essa mudança de residência: de um lado, a vitalidade do cristianismo nessa nobre cidade; de outro, as perniciosas heresias que começavam a germinar. João queria assim empenhar sua autoridade apostólica, quer para preservar quer para coroar o glorioso edifício construído por São Paulo; e sua poderosa influência não contribuiu pouco para dar às igrejas da Ásia a surpreendente vitalidade que elas conservaram durante o século II" [3].

 

Após a dormição de Nossa Senhora — que é como a Igreja chama o fim de sua vida terrena — e a Assunção d'Ela aos Céus, fundou ele muitas comunidades cristãs na Ásia menor.

 

Vivo após o martírio

 

Ocorre então o martírio de São João, que é comemorado no dia 6 de maio. O Imperador Domiciano o fez prender e levar a Roma. Na Cidade Eterna, ele foi flagelado e colocado num caldeirão de azeite fervendo. Mas o Apóstolo virgem saiu dele rejuvenescido e sem sofrer dano algum. 



Domiciano, espantado com o grande milagre, não ousou atentar uma segunda vez contra ele, mas o desterrou para a ilha de Patmos, que era pouco mais do que um rochedo. Foi ali, segundo a Tradição, que São João escreveu o mais profético dos livros das Sagradas Escrituras, o Apocalipse.





Após a morte de Domiciano, o Apóstolo voltou a Éfeso. É lá que, segundo vários Padres e Doutores da Igreja, para combater as doutrinas nascentes de Cerinto e de Ebion — que negavam a natureza divina de Cristo — escreveu ele seu Evangelho [4]. 



Ordenou antes a todos os fiéis um jejum que ele mesmo observou rigorosamente, para em seguida ditar a seu discípulo Prócoro, no alto de uma montanha, o monumento que é seu Evangelho. 



Transportado em Deus, com um vôo de águia, ele o começa de uma altura sublime: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava em Deus, e o Verbo era Deus". Este Evangelho, dos mais sublimes textos jamais escritos, era tido em tanta veneração pela Igreja, que figura no ordinário da Missa promulgada por São Pio V, pela fundamental doutrina que contém.



Segundo São João Crisóstomo, os próprios Anjos aí aprenderam coisas que não sabiam.



São João escreveu também três Epístolas, sempre visando estabelecer a verdadeira doutrina contra erros incipientes que se infiltravam na Igreja.



Segundo uma tradição, o discípulo que Jesus amava teria morrido em Éfeso, provavelmente em 27 de dezembro do ano 101 ou 102.



Mas alguns exegetas levantam a hipótese de ele não ter falecido, com base na seguinte passagem do Evangelho: logo após a pesca milagrosa no lago de Tiberíades — depois da Ressurreição de Jesus — Nosso Senhor confiou mais uma vez a Igreja a São Pedro. Este, voltando-se a Nosso Senhor, perguntou-lhe, referindo-se a São João: "E este? Que será dele?" 



Respondeu-lhe Jesus: "Que te importa se eu quero que ele fique até que eu venha?" O próprio São João comenta: "Correu por isso o boato entre os irmãos de que aquele discípulo não morreria. Mas Jesus não lhe disse `não morrerá', mas `que te importa se quero que ele fique assim até que eu venha?'" (Jo 21, 15 a 23).



Notas:



1.Frei Justo Pérez de Urbel, OSB, Año Cristiano, Ediciones Fax, Madrid, 1945, tomo IV, p. 614.
 

 

2.Apud Frei Justo Pérez de Urbel, OSB, op. cit., p. 612.



3.Abbé L.Cl. Fillion, La Sainte Bible avec commentaires, Évangile selon S. Jean, P. Lethielleux, Libraire-Éditeur, Paris, 1897, Prefácio.



4.Les Petits Bollandistes, Vies des Saints d'après le Père Giry, Bloud et Barral, Libraires-Éditeurs, Paris, 1882, tomo XIV, p 489.



Outras obras consultadas:



Pe. M.-J. Lagrange, Évangile selon Saint Jean, Librairie Lecoffre, Paris, 1936, 6a. edição, Introduction, pp. VI a XII.



Pe. Jean Croisset, SJ, Año Cristiano, Saturnino Calleja, Madrid, 1901, tomo IV, pp. 963 a 969.



Edelvives, El Santo de Cada Día, Editorial Luis Vives, S.A., Saragoza, 1949, tomo VI, pp. 573 a 581.



Pe. José Leite, SJ, Santos de Cada Dia, Editorial A. O., Braga, 1987, pp. 490 a 495
 
 

domingo, 25 de novembro de 2012

Cristo Rei - Comentado por Sta Teresa de Ávila

Comentário ao Evangelho do dia feito por Santa Teresa de Ávila (1515-1582),
Carmelita descalça, doutora da Igreja 


Caminho de Perfeição, 22
«A Minha realeza não é deste mundo»

Tu és rei eternamente, meu Deus [...]; quando dizemos no Credo que o Teu «reino não terá fim», sinto quase sempre uma alegria muito especial. Eu Te louvo, Senhor, bendigo-Te para sempre! No fim, o Teu reino durará eternamente! Não permitas nunca, Mestre, que os que Te dirigem a palavra julguem poder fazê-lo só com os lábios. [...] Certamente, quando vamos ao encontro de um príncipe, não lhe falamos com o mesmo à-vontade que a um aldeão ou a uma pobre religiosa como nós: seja qual for a maneira como nos falarem estará sempre bem.


Sem dúvida que a humildade do nosso Rei é tal que, apesar da minha ignorância das regras da linguagem, Ele não deixa de me escutar e de me permitir aproximar-me d'Ele. Os Seus guardas não me afastam, pois os anjos que O rodeiam não ignoram que o seu Rei aprecia mais a simplicidade de um humilde pastor que, se pudesse, diria mais que todos os belos raciocínios dos maiores sábios e letrados, se não forem humildes.


Mas se o nosso Rei é bom, não é razão para nos mostrarmos grosseiros. Nem que seja apenas para Lhe testemunhar a minha gratidão por Ele Se dignar suportar junto a Ele uma pessoa tão repugnante como eu, é justo que eu reconheça a Sua nobreza e grandeza. Na verdade, basta aproximarmo-nos d'Ele para compreendermos isso. [...] Sim, aproximai-vos d'Ele minhas filhas, mas pensai e compreendei a Quem ides falar, ou com Quem falais já. Nem em mil vidas como a nossa chegaremos a compreender as deferências que merece um tal Senhor, diante de Quem tremem os anjos. Ele tudo comanda, tudo pode; para Ele, querer é operar. É justo, minhas filhas, que procuremos alegrar-nos com as grandezas do nosso Esposo, que compreendamos de Quem somos esposas e, assim, saibamos que santidade deve ser a da nossa vida.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

São João da Cruz

São João da Cruz

São João da Cruz (1542-1591) foi um frade clérigo carmelita espanhol, um grande místico, reformador do Carmelo junto a Sta. Teresa D’Ávila, além de ter recebido o título de Doutor da Igreja, pelo Papa Pio XI.

Teve uma infância pobre, mas desde cedo se empenhou em aprender e trabalhar. Foi carpinteiro, alfaiate, pintor, entalhador, entregador, ajudante de enfermeiro e acólito. Recebeu educação em colégios de religiosos, estando desde a infância imerso na religião católica.

Recebeu em 1563 o hábito do Carmelo, sob o nome de Frei João de São Matias, fazendo no ano seguinte sua profissão religiosa. Entre 1564 e 1568 estuda na Universidade de Salamanca (matriculando-se na primeira vez como artista, e na segunda como presbítero e teólogo) e é ordenado sacerdote em 1567, mesmo ano em que conhece Teresa D’Ávila, e com ela inicia a reforma* no Carmelo.

Sua vida na Ordem Descalça foi de constante missão, indo onde a Providência Divina o mandava, assumindo os cargos que o Senhor lhe confiava, trabalhando para que se estabelecesse e crescesse esta ordem. Foi incompreendido, perseguido, aprisionado, caiu enfermo, mas jamais deixou de cumprir a vontade de Deus. Deixou muitos escritos, os quais são de extrema riqueza e atravessam o tempo, servindo de auxílio aos que querem desapegar-se do seu eu e seus apetites, e deixar-se guiar pela Cruz de Jesus, único caminho da Salvação. O santo faleceu em 14 de Dezembro de 1591, aos 49 anos.

Em suas poesias, cânticos espirituais, ditos e demais escritos, o santo fala do desapego, da renúncia, do abandono e da aceitação da cruz e de tudo aquilo que é desagradável ao humano, para se chegar à perfeição: “Renuncia aos teus desejos e encontrarás o que deseja o teu coração.” Fala dos estágios da santidade, explica que é preciso entrar em si mesmo para ir em direção a Deus, abandonando as camadas mais externas e sensíveis do corpo e da alma, passíveis da interrupção e contaminação mundanas. São João da Cruz nos ,mostra a Noite Escura, um estado de aridez espiritual, privação dos sentidos e das consolações, pelo qual passam todas as almas que estão se adiantando no caminho da perfeição, na Subida do Monte. É um período de graça, não de tibieza. Ele nos mostra que a alma deve ser esposa de Cristo, deve se enamorar completamente dEle, a fim de querer e conseguir unir-se a ele, pois como fogo que converte tudo em fogo, o que Deus pretende é fazer-nos deues, isto é, nos resgatar e nos devolver àquela imagem e semelhança (Cf. Gênesis 1, 26) perdida pelo pecado. Subindo o monte da perfeição, a alma torna-se uma com Deus, sendo-o ele por participação.

Alguns escritos de São João da Cruz:

Acerca da Santíssima Trindade – A Criação

Áudio: “Divino Diálogo” Ir. Kelly Patricia


Uma esposa que te ame,
Meu Filho, dar-te queria,
que por teu valor mereça
estar em Nossa companhia,
e comer pão numa mesa
do mesmo que Eu comia,
para que conheça os bens
que em tal Filho Eu possuía.
E se congrace comigo
por Tua graça e louçania.
- Muito te agradeço, Pai
- o Filho lhe respondia. -
À esposa que me deres,
minha claridade Eu daria,
para que por ela veja
quanto Meu Pai valia,
e como o ser que possuo
do seu ser o recebia.
A encostarei ao Meu braço
e em Teu amor se abrasaria,
e com eterno deleite
Tua bondade exaltaria.

Noite Escura

Áudio: “Noite Escura–Partes I e II” Ir. Kelly Patricia (

1. Em uma noite escura,
De amor em vivas ânsias inflamada,
Oh, ditosa ventura!
Saí sem ser notada,
Já minha casa estando sossegada.
2. Na escuridão, segura,
Pela secreta escada, disfarçada,
Oh! ditosa ventura!
Na escuridão, velada,
Já minha casa estando sossegada.
3. Em noite tão ditosa,
E num segredo em que ninguém me via,
Nem eu olhava coisa,
Sem outra luz nem guia
Além da que no coração me ardia.
4. Essa luz me guiava,
Com mais clareza que a do meio-dia
Aonde me esperava
Quem eu bem conhecia,
Em sítio onde ninguém aparecia.
5. Oh! noite que me guiaste,
Oh! noite mais amável que a alvorada!
Oh! noite que juntaste
Amado com amada,
Amada já no Amado transformada!
6. Em meu peito florido
Que, inteiro, para ele só guardava,
Quedou-se ali adormecido,
E eu, terna, o regalava,
E dos cedros o leque o refrescava.
7. Da ameia a brisa amena,
Quando eu os seus cabelos afagava,
Com sua mão serena
Em meu colo soprava,
E meus sentidos todos transportava.
8. Esquecida, quedei-me,
O rosto reclinado sobre o Amado;
Tudo cessou. Deixei-me,
Largando meu cuidado
Por entre as açucenas olvidado.

Subida do Monte Carmelo

Áudio: “Subida do Monte” Ir. Kelly Patricia (Letra adaptada)

“Para chegares a saborear tudo,
não queiras ter gosto em coisa alguma.
Para chegares a possuir tudo,
não queiras possuir coisa alguma.
Para chegares a ser tudo,
não queiras ser coisa alguma.
Para chegares a saber tudo,
não queiras saber coisa alguma.
Para chegares ao que não gostas,
Hás-de ir por onde não gostas.
Para chegares ao que não sabes,
Hás-de ir por onde não sabes.
Para vires ao que não possuis,
Hás- de ir por onde não possuis.
Para chegares ao que não és,
Hás-de ir por onde não és.
[…]Quando reparas em ALGO – deixas de lançar-te ao TUDO
Porque para vir de TODO ao TUDO – hás de tê-lo sem nada QUERER
E quando o venhas de TODO a ter – hás de tê-lo sem nada QUERER
Porque se queres ter algo em TUDO – não tens puro em Deus o teu tesouro.
Nesta desnudez encontra o espírito o seu descanso, pois nada cobiçando, nada o impele para cima e nada o oprime para baixo, porque está no centro da sua humildade."

Santa Teres D'Ávila*A “reforma” no Carmelo consistia, em linhas gerais, numa reestruturação do modelo de vida e dos monastérios carmelitas, com a intenção de aproximar ainda mais o carisma carmelitano à imitação de Cristo. Entre as mudanças pode-se salientar a formação comunidades menores de religiosos, estreitando os laços entre os consagrados e permitindo um melhor controle; a intercalação de momentos de convívio com momentos de reclusão e oração; a ausência de uma renda fixa, dando lugar à dependência das doações dos fiéis e da Misericórdia Divina. Tal reforma resultou numa nova ramificação da Ordem do Carmo, da Ordem dos Carmelitas Descalços, tendo Sta. Teresa D’Ávila e São João da Cruz como principais fundadores, sendo São João o primeiro padre Carmelita Descalço.

Referência: Obras Completas. São João da Cruz. 7ed. 2002. VOZES.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Festa de Santa Luzia

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Dia 13 de Dezembro se comemora o dia de Santa Luzia (ou Lúcia), a Protetora do Olhos. Em Conselheiro Pena esta festa é tradicional. A procissão saiu às 19h do CENAC, onde fica a capela de Santa Luzia e São Sebastião, em direção à Matriz São José, para a Missa presidida por Pe. Messias.

 

 

Para ver algumas fotos, clique na imagem abaixo:

Nesta data, a Igreja celebra também outra padroeira dos olhos, Santa Odila, cuja história você pode conhecer, clicando na imagem da santa:

Santa Odila

Santa Luzia e Santa Odila, rogai por nós!

domingo, 6 de novembro de 2011

Fiéis defuntos, Purgatório e Todos os Santos

Novembro começa trazendo para nós a reflexão acerca da morte e da vida eterna. O dia dos fiéis defuntos, ou “dia de finados”, nos convida a celebrarmos a esperança do encontro com Deus daqueles que já deixaram esta vida, e a recordarmos de que somos pó, e ao pó retornaremos (cf. Gênesis 3, 19). É tempo que chama à conversão.
Quando já está totalmente purificada, a alma vai ao encontro de Deus
Orando por aqueles que já partiram, para que, se estiverem no purgatório, Deus os conceda logo sua entrada no paraíso, estamos cumprindo um desejo de Deus e um dever como cristãos e batizados, que é orar pelos irmãos…
“Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos.”
(E
fésios 6, 18)

“Confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros para serdes curados.” (Tiago 5, 16a)
… vivos ou mortos, pois pertencemos a Cristo, e somos membros do Seu Corpo, nesta e na outra vida…
“Se vivemos, vivemos para o Senhor; se morremos, morremos para o Senhor. Quer vivamos quer morramos, pertencemos ao Senhor.” (Romanos 18, 14b)
“Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um, de sua parte, é um dos seus membros.”
(I Coríntios 12, 27)
… pois professamos isto a cada vez que rezamos “[…] Creio no Espírito Santo / Na Santa Igreja Católica / Na comunhão dos santos […]” e muitas vezes nem nos damos conta. A fé católica é sólida e nos dá a consciência de que podemos e devemos orar pelos que já partiram deste mundo, intercedendo por eles, ou pedindo sua intercessão.

Vejamos um pouco sobre a morte, o purgatório e os santos:
Almas expiam seus últimos pecados no PurgatórioAo morrer, o homem passa pelo que a Igreja chama de Juízo Particular, levando-o ao céu ou inferno, conforme a vida que tenha levado, sua conversão ou renúncia a Deus, seu arrependimento ou conivência com o pecado.
Contudo, certas almas podem ter morrido sem total estado de graça, ou restando em si certas manchas de pecado que por si só não são suficientes para atira-las ao inferno, mas são um empecilho para sua entrada imediata no céu.
Deus é justo, portanto permite que estas almas se purifiquem para que possam entrar em contato com a suprema pureza do céu. É o que chamamos de Purgatório. Cristo, através de uma comparação, dá a enter aos seus discípulos esta doutrina:
“Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás em caminho com ele, para que não suceda que te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro e sejas posto em prisão. Em verdade te digo: dali não sairás antes de teres pago o último centavo.(Mateus 5, 25-26)
O Catecismo da Igreja Católica nos fala:
§1023 Os que morrem na graça e na amizade de Deus, e que estão totalmente purificados, vivem para sempre com Cristo. São para sempre semelhantes a Deus, porque o vêem "tal como ele é" (1Jo 3,2), face a face (1Cor 13,12):
Com nossa autoridade apostólica definimos que, segundo a disposição geral de Deus, as almas de todos os santos mortos antes da Paixão de Cristo (...) e de todos os outros fiéis mortos depois de receberem o santo Batismo de Cristo, nos quais não houve nada a purificar quando morreram, (...) ou ainda, se houve ou há algo a purificar, quando, depois de sua morte, tiverem acabado de fazê-lo, (...) antes mesmo da ressurreição em seus corpos e do juízo geral, e isto desde a ascensão do Senhor e Salvador Jesus Cristo ao céu, estiveram, estão e estarão no Céu, no Reino dos Céus e no paraíso celeste com Cristo, admitidos na sociedade dos santos anjos. Desde a paixão e a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, viram e vêem a essência divina com uma visão intuitiva e até face a face, sem a mediação de nenhuma criatura.

Entretanto, não devemos viver esperando pelo purgatório, nem sermos desleixados no caminho da santidade, contando com esta “entrada mais fácil” no Céu. Rezamos para Deus apressar a saída do purgatório de um ente querdio justamente porque não é fácil passar por esta purificação. As almas do purgatório sofrem não por um capricho de Deus, mas sofrem de saudade e ansiedade, pois estão tão próximos do Céu, mas ainda não o podem ter. Estas almas lamentam e se arrependem por não terem mudado e corrigido suas falhas ainda na terra, pois se o tivessem feito, já estariam com o Pai. O purgatório é uma misericórdia, uma gentileza de Deus, mas melhor que depender dela é merecer uma entrada direta no Céu.
Entendendo o Juízo Particular, precisamos diferencia-lo do Juízo Final. O Catecismo da Igreja Católica nos diz:
§1038 A ressurreição de todos os mortos, "dos justos e dos injustos" (At 24,15), antecederá o Juízo Final. Este será "a hora em que todos os que repousam nos sepulcros ouvirão sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para uma ressurreição de vida; os que tiverem praticado o mal, para uma ressurreição de julgamento" (Jo 5,28-29). Então Cristo "virá em sua glória, e todos os anjos com Ele. (...) E serão reunidas em sua presença todas as nações, e Ele há de separar os homens uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos, e por as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. (...) E irão estes para o castigo eterno, e os justos irão para a Vida Eterna" (Mt 25,31-33.46).
§1039 É diante de Cristo - que é a Verdade - que será definitivamente desvendada a verdade sobre a relação de cada homem com Deus. O Juízo Final há de revelar até as últimas conseqüências o que um tiver feito de bem ou deixado de fazer durante sua vida terrestre […]
§1040 O Juízo Final acontecerá por ocasião da volta gloriosa de Cristo. Só o Pai conhece a hora e o dia desse Juízo, só Ele decide de seu advento. Por meio de seu Filho, Jesus Cristo, Ele pronunciará então sua palavra definitiva sobre toda a história. Conheceremos então o sentido último de toda a obra da criação e de toda a economia da salvação, e compreenderemos os caminhos admiráveis pelos quais sua providência terá conduzido tudo para seu fim último. O Juízo Final revelará que a justiça de Deus triunfa de todas as injustiças cometidas por suas criaturas e que seu amor é mais forte que a morte.
Devemos estar em comunhão, como corpo de Cristo que somos, rezando uns pelos outros, e pedindo que rezem por nós, pois esta união é desejo de Deus, e é instrumento de crescimento espiritual. Deus nos concede a oportunidade, o caminho, todos os meios necessários para chegarmos a Ele, e além disso nos permite interceder e ter quem interceda por nós, aqui na terra, e pertinho dEle. Neste domingo comemoramos o dia de Todos os Santos, estes homens e mulheres que passaram pela terra, e souberam dizer não ao pecado. São nossos intercessores, pois não estão inertes lá no Céu, nem são egoístas. Querem que tenhamos a mesma recompensa que eles, querem nos ajudar para que um dia estejamos todos juntos na glória eterna. Dizia Santa Teresinha:
“Quero passar o meu céu fazendo o bem sobre a terra!”
Se o próprio Deus nos convida “Sede santos como Eu sou Santo” (I Pedro 1, 16), isso é o maior indicativo da existência dos santos, pois Deus jamais nos chamaria a algo inalcançável. Vemos ainda, em Hebreus, a menção aos santos, como pessoas que atingiram o ideal proposto por Deus: “Vós, ao contrário, vos aproximastes da montanha de Sião, da cidade do Deus vivo, da Jerusalém celestial, das miríades de anjos, da assembléia festiva dos primeiros inscritos no livro dos céus, e de Deus, juiz universal, e das almas dos justos que chegaram à perfeição […]” (Hebreus 12, 22-23). Não há porque duvidar! Admitir a existência destas almas benditas, de sua intercessão por nós, e suplicar que roguem a Deus por nossas causas não é, de maneira nenhuma coloca-los no lugar de Deus, nem diminuir sua importância.
O Apocalipse de São João vem nos confirmar a presença dos santos no céu, e seu papel de intercessores:
“Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão, e bradavam em alta voz: A salvação é obra de nosso Deus, que está assentado no trono, e do Cordeiro.
Então um dos Anciãos falou comigo e perguntou-me: Esses, que estão revestidos de vestes brancas, quem são e de onde vêm?
Respondi-lhe: Meu Senhor, tu o sabes. E ele me disse: Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro.Por isso, estão diante do trono de Deus e o servem, dia e noite, no seu templo.”
(Apocalipse 7, 9-10.13-15a)
“Adiantou-se outro anjo e pôs-se junto ao altar, com um turíbulo de ouro na mão. Foram-lhe dados muitos perfumes, para que os oferecesse com as orações de todos os santos no altar de ouro, que está adiante do trono.
4. A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus.”
(Apocalipse 8, 3-4)
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Muitas pessoas interpretam erroneamente a passagem de I Timóteo 2, 5 : “Porque há um só Deus e há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo […]” insinuando que tal passagem nega a intercessão dos santos, de Maria. Analisando o contexto e as demais passagens nas quais Cristo é chamado de mediador (conferir: Hb 9, 15 ; Hb 12, 24), esta palavra não significa “intercessor”, e sim “meio, caminho”, e sempre se refere à salvação, pois se refere a Cristo como mediador da Nova Aliança, e mostra que a mediação se dá pela sua morte.
Além disso, voltando na passagem inicial, e olhando mais amplamente o texto, temos o seguinte:
“Acima de tudo, recomendo que se façam preces, orações, súplicas, ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão constituídos em autoridade, para que possamos viver uma vida calma e tranqüila, com toda a piedade e honestidade.
Isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade.
Porque há um só Deus e há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo, homem que se entregou como resgate por todos. Tal é o fato, atestado em seu tempo”

(I Timóteo 2, 1-6)
No texto, São Paulo já inicia nos convidando a intercedermos a Deus pelos irmãos. Porque razão ele iria afirmar logo abaixo que Jesus é o único intercessor? Irmãos, a bíblia quando é lida fora da interpretação correta serve mais para a desgraça do que para o bem. Quantas divisões, quantas seitas nasceram por causa de uma má interpretação dos textos bíblicos? Quantos católicos ficam confusos, perturbados, quantos são ofendidos e quantos até mesmo abandonam sua religião por causa de erros como estes?
purgatoriomissaNão tenha vergonha de sua fé! Não deixe de pedir a intercessão ao seu santo de devoção, a Nossa Senhora, ao Anjo da Guarda… não abandone as devoções populares como o santo rosário, as novenas, a oração pelas almas do purgatório… peça para que se rezem Missas para o alívio destas almas. Deus olha com bons olhos estes pequenos gestos.
O Santo Padre, o Papa Bento XVI, afirma que “[…]na pressa de viver o cotidiano, nos esquecemos que a meta da nossa existência é o encontro com Deus – uma meta que se alcança através da santidade, e, por isso, não é reservada aos poucos eleitos, e sim é o dever de cada ser humano, a cada dia”. E nos lembra: “[…]para ser santo não é preciso fazer ações e obras extraordinárias, nem possuir carismas excepcionais”. “É preciso somente servir a Jesus, escuta-lo e segui-lo sem desanimar diante das dificuldades. A santidade exige um esforço constante, mas é possível a todos, pois mais que obra do homem, é um dom de Deus”.
Louvado seja o Nosso Senhor Jesus Cristo!
Para sempre seja louvado.